CORONAVÍRUS: AÇÕES EM SP

COMUNICADO AO PÚBLICO

Saiba como escolher, armazenar e preparar adequadamente o seu pescado

Referência no Brasil, programa do IP monitora a produção pesqueira na costa de São Paulo

Boletim do Instituto de Pesca: pioneirismo nas áreas de Pesca, Aquicultura e Limnologia

Notícias

Secretarias estaduais criam grupo de trabalho para elaboração de Planos de Ordenamento Pesqueiro

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Participam da iniciativa representantes da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente

Secretarias de Governo do Estado de São Paulo se unem para a instituição de um grupo de trabalho para elaboração de Planos de Ordenamento Pesqueiro no Estado. A Resolução, publicada no Diário Oficial de 12 de maio de 2020, foi assinada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo e Secretaria de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente para que o grupo elabore os Planos, em até 180 dias, visando estabelecer as diretrizes e as regras para pesca de espécies da fauna silvestre ameaçadas de extinção.

De acordo com o pesquisador do Instituto de Pesca (IP-APTA), órgão de pesquisa ligado à Secretaria de Agricultura, Venâncio Guedes de Azevedo, o objetivo é buscar formas para explotação econômica sustentável das espécies de peixes de água doce e salgada a partir de seu status de conservação, conforme o Decreto Estadual 63.853, de 27 de novembro de 2018.

“A ideia é elaborarmos planos de explotação de algumas espécies de peixes, visando minimizar os danos ambientais. Levaremos em consideração as características do estoque pesqueiro, a forma de captura e o esforço de pesca utilizado”, explica Guedes.

Para o desenvolvimento do trabalho, o grupo contará com representantes do IP, da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade, por meio do Departamento de Fauna e Departamento de Fiscalização, e da Fundação para a Produção e Conservação Florestal do Estado de São Paulo.

Segundo a resolução, o Policiamento Ambiental, da Polícia Militar do Estado de São Paulo, será membro convidado permanente do Grupo de Trabalho, que será coordenado pelos membros titulares representantes do Departamento de Fauna, da Coordenadoria de Fiscalização e Biodiversidade, pela Secretaria de Estado de Infraestrutura e Meio Ambiente, e do Instituto de Pesca, pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento.

“Mesmo neste momento de pandemia e isolamento social, continuamos em contatos, mesmo que virtuais ou por telefone, com os pescadores em todo o litoral paulista e rios no interior, mantendo o vínculo com o setor de produção, que nos auxiliará com importantes informações para elaborarmos estes planos”, afirma o pesquisador do Instituto de Pesca.

 

Por: Fernanda Domiciano, Assessora de Imprensa da Agência Paulista de Tecnologias do Agronegócio

Imagem: acervo da Secretaria de Agricultura e Abastecimento

Aquicultura no inverno: cuidados necessários com os peixes

fazenda de tilapias 2

Na metade do outono, algumas regiões do Estado de São Paulo já começaram a registrar temperaturas abaixo de 20ºC. A temperatura ambiente é um importante parâmetro de escolha do local para a implementação de um empreendimento de Aquicultura. A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio do Instituto de Pesca, explica quais são os cuidados necessários que o aquicultor precisa ter com os peixes em cultivo.

As espécies de organismos aquáticos mais utilizadas na Aquicultura paulista são a tilápia e o pacu. Elas são originárias de regiões com clima tropical, onde a temperatura da água ideal para sobrevivência e crescimento se situa entre 25ºC e 28ºC. Mas o que acontece com os peixes quando a temperatura da água fica fora da faixa ideal? Temperaturas extremas, tanto baixas como altas, podem fazer os peixes adoecerem e até mesmo morrer.

Como a temperatura influi na saúde do peixe?

Embora existam exceções, peixes são animais cuja temperatura corpórea é igual à temperatura da água em que se encontram, seja em ambiente livre ou em cativeiro. A grande maioria dos peixes regula o seu metabolismo de acordo com a temperatura da água em que se encontram, que pode ser acelerado, no caso de a temperatura se elevar, ou diminuído, no caso da temperatura baixar. Nessa época em que as temperaturas do ambiente começam a diminuir, a temperatura da água também baixa para níveis considerados desconfortáveis para os peixes.

A maior consequência que o frio proporciona é a diminuição do metabolismo, o que faz o peixe reduzir sua necessidade de se locomover e de se alimentar, pois seus processos metabólicos – como respiração, digestão e excreção – diminuem. Isso faz com que os peixes tenham menos fome e se alimentem com menor frequência, ou até mesmo parem de se alimentar. Nos ambientes de piscicultura, esse jejum acaba sendo prejudicial aos criadores, pois torna o crescimento dos peixes muito lento ou nulo.

Um problema maior que pode ocorrer devido à baixa temperatura é quando os peixes estão com alguma predisposição a doenças. Isso mesmo, em tempos de pandemia de Covid-19, por exemplo, muito se fala sobre pessoas em grupos de risco. Isso existe também entre os animais, e os peixes não ficam fora dessa analogia.

O que fazer para evitar que os peixes fiquem doentes devido ao frio?

Uma doença, ou qualquer enfermidade que acometa peixes, geralmente está associada a vários fatores. O estresse faz com que várias coisas ruins sejam desencadeadas, fazendo com que os peixes entrem no “grupo de risco”. Similarmente, quando não há estresse, ou quando o peixe ou grupo de peixes não está no “grupo de risco”, as chances dos animais ficarem doentes são bastante reduzidas.

Em uma situação em que os peixes estejam sendo criados em um ambiente ideal (água de boa qualidade, com boa oxigenação, com pH adequado, alimentação balanceada e em densidade adequada), a água poderá esfriar abaixo do ideal, e mesmo assim os animais conseguirão permanecer saudáveis, mesmo durante essa época de jejum, pois estão com o sistema imunológico funcionando perfeitamente. Já no caso de peixes no grupo de risco, esses tendem a ser os primeiros acometidos por alguma enfermidade, pois não estavam fisiologicamente preparados para esse desafio.

O pesquisador científico Eduardo Makoto Onaka, do Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Continental (IP-APTA), esclarece que “essa situação será verdadeira se o período de frio não for muito longo, e muito menos ocorrer um declínio da temperatura muito além da capacidade de sobrevivência da espécie. Em invernos rigorosos, ou quando ocorrem massas de ar polares muito intensas, é inevitável que algum tipo de enfermidade decorrente do frio ocorra nos peixes tropicais”. Nesse caso, a sobrevivência dependerá de peculiaridades de cada piscicultura, como localização, histórico anterior de enfermidades, arquitetura da construção dos viveiros, entre outros.

O Instituto de Pesca orienta que em caso de mortalidade se deve procurar sempre o técnico responsável.

 

Por: Pesquisador Eduardo Onaka (CAPPC-IP-APTA) e Gabriela Souza (CECOM-IP)

Imagem: acervo CECOM-IP

Agricultores familiares têm novo canal para comunicar perdas de alimentos

29 Mapa

Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), por meio da Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo (SAF), anunciou na última quarta-feira (13) um novo canal exclusivo e gratuito no WhatsApp para que agricultores familiares comuniquem o órgão federal sobre possíveis perdas de alimentos ocasionadas por problemas na comercialização em função da Covid-19.

Para acessar a nova ferramenta, chamada Disque Perdas de Alimentos, basta clicar aqui ou salvar o número (61) 9873-3519 na agenda de contatos do telefone e enviar um “Oi” por mensagem no WhatsApp. O atendimento será iniciado automaticamente com o envio de perguntas essenciais para que a situação do agricultor familiar seja analisada.

Segundo o secretário de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Mapa, Fernando Schwanke, o objetivo do canal é garantir que as informações cheguem ao órgão de forma rápida e organizada para que novas medidas sejam avaliadas.

“Queremos saber e poder ajudar. Além de organizar o fluxo das comunicações sobre perdas de alimentos, este canal vai nos aproximar ainda mais dos agricultores e suas organizações, como cooperativas, agroindústrias e associações, que estão com dificuldades na comercialização dos seus produtos, permitindo um contato direto com o Mapa, que continua estudando novas medidas para auxiliar os pequenos produtores afetados pela pandemia”, diz.

Informações sobre as ações adotadas pelo Mapa para garantir o abastecimento de alimentos no país e apoiar os produtores rurais neste momento de pandemia do novo coronavírus estão reunidas na página especial “Mapa Contra Coronavírus”.

-> Clique aqui para acessar o Disque Perda de Alimentos no WhatsApp

 

 

Fonte: Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) - https://www.gov.br/agricultura/pt-br/assuntos/noticias/agricultores-familiares-tem-novo-canal-para-comunicar-perdas-de-alimentos

Imagem: Mapa

Pescado é opção saborosa e econômica para preparar no Dia das Mães

No próximo domingo, 10, muitas famílias se encontrarão apenas virtualmente para desejar um Feliz Dia das Mães, respeitando às recomendações de isolamento social em combate à Covid-19. No entanto, a ocasião também é propícia para a preparação de um almoço especial para as pessoas que se encontram no mesmo ambiente.

A dica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo é preparar a Tilápia ao Molho de Laranja e Iogurte, peixe com baixo teor de gordura, sabor suave e facilmente encontrado nos estabelecimentos comerciais, que garantirá uma refeição leve, econômica e rica em nutrientes.

A receita da Tilápia ao Molho de Laranja e Iogurte e muitas outras estão no livro Pescado: Saúde e Nutrição e foram preparadas com consultoria do Instituto de Pesca e testadas pela equipe de nutricionistas da Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), órgãos da Pasta Estadual.

Dê preferência ao pescado cultivado ou capturado em São Paulo, como a tilápia, uma forma de apoiar e fortalecer o setor pesqueiro neste momento de pandemia. Você pode conferir as espécies de pescado aqui.

Acompanhe a receita e bom apetite!

 

Tilápia ao Molho de Laranja e Iogurte

dia das maes

Ingredientes:

  • 2 e ½ laranjas grandes (600g)
  • 1 copo de iogurte natural e desnatado (160g)
  • 1 colher (sopa) de azeite de oliva (15mL)
  • 4 filés de tilápia (400g)
  • Sal a gosto
  • 1 colher (sopa) de margarina (16g)
  • 1 e ½ colher (sopa) de farinha de trigo (15g)

Modo de preparo:

Lave as laranjas. Esprema o suco de duas laranjas, misture com o iogurte e o azeite de oliva e reserve. Lave os filés e coloque-os em uma forma refratária, tempere os dois lados dos filés com sal, despeje o molho de suco de laranja com iogurte e azeite por cima do peixe e deixe marinando em geladeira por aproximadamente 30 minutos. Descasque a laranja que sobrou, retire toda a parte branca e corte-a em gomos. Retire a pele dos gomos e reserve. Após marinado, asse os filés junto com o molho de laranja em forno preaquecido a 200ºC por aproximadamente 20 minutos ou até que a carne desfie facilmente. Retire a assadeira do forno, despeje o molho em uma panela e volte o peixe sem o molho ao forno a 150ºC por mais 20 minutos. Leve a panela com o molho ao fogo brando. Misture a margarina com a farinha de trigo até obter uma massa homogênea, e junte essa mistura à panela com o molho, aos poucos, para não empelotar. Cozinhe por aproximadamente 5 minutos e reserve. Retire o peixe do forno, despeje um pouco de molho sobre ele e o resto do molho reserve em uma molheira. Decore o prato com os gomos de laranja e sirva junto com a molheira.

Tempo: 1h 30min

Rendimento: 2 porções

Peso da porção: 158g

Valor calórico da porção: 414 Kcal

 

Por: Paloma Minke - Assessoria de Imprensa - SAA

Imagem: Assessoria de Imprensa - SAA

Agenda

Curso Básico de Criação de camarões de água doce

Data:   06 de novembro de 2020

Horário: 8h às 17h

Breve Resumo: O curso apresentará a carcinicultura de água doce de uma forma básica, a fim de proporcionar ao aluno a percepção de poder ou não se tornar um produtor de camarões.

Público-alvo: produtores, técnicos, alunos e demais interessados.

Coordenação: Helcio L A Marques – Pesquisador do Instituto de Pesca de SP

Número de Vagas: 25

Investimento: R$ 250,00

Informações sobre inscrições/pagamento: falar com Eduardo, telefone: (19) 3739-8085

Inscrições: clique aqui

Local:  Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento (UPD) de Pirassununga

Endereço: Av. Virgílio Baggio 85 – CEP: 13041-004 – Pirassununga – SP

Programação

8h - Inscrições e entrega de material

8h30 - Abertura: Apresentação dos PQcS e programação do curso; Introdução: Histórico do cultivo, valor econômico, produção no Brasil

9h - Aspectos biológicos

10h às 10h30 - Coffee break

10h30 - Seleção do local de cultivo

12h - Almoço livre

14h - Povoamento, manejo hídrico e alimentar

15h - Despesca e abate

15h30 - Coffee break

16h - Comercialização e estratégias de marketing

17h - Esclarecimento de dúvidas e encerramento

Incluído no curso

- Material de apoio – bloco, caneta

- Coffee break nos intervalos

- Certificado digital do Instituto de Pesca

Cursos Marcadores moleculares para melhoramento e conservação de organismos aquáticos

Data:   17 de agosto de 2020

Horário: 8h às 16h30

Breve Resumo: Apresentar uma metodologia simples de aplicar marcadores moleculares para avaliar uma população, seja para conservação ou no melhoramento de organismos aquáticos.

Público-alvo: profissionais, estudantes de Graduação e Pós-graduação.

Coordenação: Fernando Stopato da Fonseca – Pesquisador do Instituto de Pesca de SP

Número de Vagas: 40

Investimento: R$ 100,00 profissionais e R$ 50,00 estudantes

Informações sobre inscrições/pagamento: falar com Fernando Stopato pelo telefone: (17) 3232-1777.

Inscrições: clique aqui

Local: Auditório do Instituto de Pesca de São José do Rio Preto.

Endereço: Av. Abelardo Menezes S/N, CEP: 15092-607 - São José do Rio Preto - SP.

Programação

8h às 8h30 - Recepção e entrega do material

8h30 às 9h30 - Processo de Domesticação não Intencional

9h30 às 10h - Coffee Break

10h às 12h - Aspectos relacionados à implantação de programas de melhoramento genético ou conservação

12h às 13h - Intervalo almoço

13h às 14h - Fatores que atuam sobre o desempenho de peixes ou manutenção da espécie

14h às 15h - Metodologia de Utilização dos Marcadores

15h às 15h30 - Coffee Break

15h30 às 16h30 - Metodologia de Utilização dos Marcadores

Incluído no curso

- Material de apoio – bloco, caneta

- Coffee break nos intervalos

- Certificado digital do Instituto de Pesca

Minicurso de Férias: Conceitos de ambientes aquáticos de água doce para uso na Aquicultura

Data:   29 de julho de 2020

Horário: 8h30 às 17h30

Realização: Instituto de Pesca

Breve Resumo: Principais conceitos sobre ecologia aquática e suas inter-relações com os diferentes compartimentos do ecossistema. Aquicultura e boas práticas de manejo. Características físicas e químicas da água e suas relações com a produção de peixes e diferentes organismos aquáticos

Local: Auditório do Instituto de Pesca de São Paulo

Público-alvo: graduandos e graduados de diferentes áreas do conhecimento público em geral, técnicos ambientais e agropecuários.

Coordenação: Dra Cacilda Thais Janson Mercante – Pesquisadora do Instituto de Pesca de SP

Professores Convidados: Dr Clóvis Ferreira do Carmo; Dr João Alexandre Saviolo Osti

Número de Vagas: 30

Investimento: R$ 150 (profissionais), R$ 75,00 (estudantes)

Informações sobre inscrições/pagamento: falar com Cibele pelo e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. ou pelo telefone: (11) 3871-7588

Inscrições: clique aqui

Endereço: Av. Francisco Matarazzo, 455, Parque da Água Branca – São Paulo - SP

Programação

8h30 às 9h - Recepção e entrega do material

9h às 10h30 – O ecossistema aquático natural, ciclo hidrológico, a bacia hidrográfica

10h30 às 10h50 - Coffee Break

10h50 às 12h – O ecossistema aquático modificado (impactos ambientais), usos múltiplos da bacia hidrográfica.

12h às 13h - Intervalo almoço

13h às 14h30 – Introdução à aquicultura e as boas práticas de manejo

14h30 às 15h30 – Características físicas e químicas da água principais conceitos

15h30 às 16h - Coffee Break

16h às 17h30 - Características físicas e químicas da água e suas relações com a produção de peixes e diferentes organismos aquáticos

Incluído no curso

- Material de apoio – bloco, caneta

- Coffee-break nos intervalos

- Certificado digital do Instituto de Pesca

 

IP Na Mídia

Conheça as espécies de pescado com maior produção e captura em São Paulo

 

 

O processo de cultivo de peixes, conhecido como aquicultura ou piscicultura, vem crescendo no mundo e o Brasil tem conquistado cada vez mais produtores e consumidores de espécies cultivadas. Segundo os Anuários da Associação Brasileira da Piscicultura (Peixe BR), a produção foi de 578.800 toneladas em 2014 e de 758.006 toneladas em 2019, representando um aumento de 31% para o setor, sendo o maior índice entre todas as proteínas animais no País.

 

A fim de apoiar o aumento da comercialização de pescado  em São Paulo, a Secretaria de Agricultura e Abastecimento apresenta os pescados mais produzidos por aquicultores, capturados por pescadores e encontrados, principalmente neste momento, nos estabelecimentos comerciais paulistas, com preços mais acessíveis e os cuidados orientados aos comerciantes para a manipulação, preservação e apresentação dos produtos.

Pescados mais vendidos em São Paulo

Segundo a Peixe BR, São Paulo produziu em cativeiro 69.800 toneladas em 2019. Já o Programa de Monitoramento da Atividade Pesqueira Marinha e Estuarina do Estado de São Paulo (PMAP-SP), do Instituto de Pesca (IP), órgão da pasta, de julho a setembro de 2019, registrou o descarregamento de 4.482,5 toneladas de pescados em São Paulo.

– Tilápia: Entre as espécies cultivadas é, sem dúvida, o grande destaque, que chega a colocar o Brasil em 4º lugar do ranking mundial, com representatividade de 57% na produção total, ficando atrás de China, Indonésia e Egito. São Paulo é o segundo maior produtor da espécie, que também é a mais exportada pelo Brasil. De carne branca, magra e suave, sem odor intenso, capaz de render filés sem espinhas, a tilápia tem sido muito bem aceita nas mesas da população paulista, até em função do preço acessível quando comprada a peça inteira, e por ser considerada um pescado “magro”, ou seja com fonte de proteínas e gorduras insaturadas, o que a faz ter menos calorias e mais proteínas quando comparada com outras proteínas animais.

– Pintado: Com ocorrência maior nos rios da bacia do Prata, é peixe saudável de carne suculenta e quase sem espinhos. O surubim, assim conhecido na Região Norte, é mais consumido nos estados dessa área; mas também pode ser encontrado na versão fresca em peixarias e supermercados de São Paulo, assim como os peixes redondos como o tambaqui e o pacu (e o híbrido tambacu), piau e pirarucu, que têm sabor assemelhado ao bacalhau, não perdendo em nada para o importado. Caso o consumidor só encontre na versão congelada, indica-se que não se deve resfriá-lo na água quente, pois interfere na textura da carne.

– Panga: Tem ganhado espaço nos tanques de criação e nas prateleiras dos comerciantes paulistas, disputando com o salmão a terceira posição entre os importados.  De acordo com pesquisa da Peixe BR, a oferta do panga produzido no Brasil ainda é pequena, mas saiu de 4,6% para 5% no total da produção, tendo São Paulo se destacado como maior produtor da espécie, que já é facilmente encontrada em peixarias e supermercados.

Pesquisa realizada em 2019 pela WWF-Brasil, observou que algumas espécies de panga, resultantes do cultivo em Aquicultura, são as melhores para serem consumidas. Mesmo considerado um peixe “gordo”, tem grande indicação ao consumo, uma vez que sua gordura é boa, contendo ômega 3. É um peixe muito apreciado na gastronomia, pois possui baixo odor e absorve temperos muito bem, mas é preciso ter cuidado no preparo, pois sua carne é extremamente macia.

– Truta: apresenta elevado teor de ômega 3 e nutrientes, importantes na prevenção de doenças coronarianas, por exemplo. A truta salmonada, que é uma ótima opção para substituir o salmão, principal espécie importada e utilizada na gastronomia oriental.

– Tainha: uma das 20 principais categorias de pescado descarregadas no Estado de São Paulo, no período de julho a setembro de 2019, junto ao camarão sete-barbas, que encabeça a lista, sobretudo nas cidades de Santos e Guarujá; a Corvina, Pescada, Porco e Cavalinha. De água doce ou salgada, a tainha é muito consumida devido ao bom preço. Durante a compra, é preciso verificar a firmeza da carne, o odor fraco e a quantidade de gelo em que estiver conservada a qual não deve ser em grandes blocos, o que sugere estar há mais tempo sendo congelada.

Assim como a carne vermelha, o leite, os grãos e outros alimentos, a variedade do pescado também faz parte da agricultura e da alimentação saudável da população paulista; o que tem levado a Secretaria de Agricultura e Abastecimento a apoiar, ainda mais neste momento, os atores da cadeia produtiva que têm demonstrado resiliência na adaptação diante de tantas mudanças.

 

Fonte: O Defensor, Abril/2020 (www.odefensor.com.br)

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Fazendas marinhas podem gerar até 8 mil empregos no Litoral

A Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento identificou 2.230 hectares aptos para implantação de fazendas marinhas no Litoral Norte. A área é equivalente à de 2.230 campos de futebol e está distribuída em 44 locais diferentes. A ideia é fomentar a produção de algas da espécie Kappaphycus alvarezii. Estudos liderados pelo Instituto de Pesca com participação da USP, Unicamp e Unesp concluíram que as fazendas podem gerar oito mil empregos e injetar R$ 64,3 milhões/ano na economia das quatro cidades do Litoral Norte.

Introduzida no Estado em 1995, a Kappaphycus alvarezii pode ser transformada em biofertilizante e bioplástico, além de servir como matéria-prima às indústrias de cosméticos e medicamentos. O vegetal também demonstrou potencial para extração de bioetanol. Na alimentação, a alga vira farinha e ingrediente das carnes mecanicamente separadas de peixes.

A expansão da algicultura vem sendo monitorada pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), que considerada a produção de algas uma importante atividade econômica, capaz de atender à crescente demanda por proteína barata e sustentável, sem a necessidade de abertura de novas fronteiras agrícolas.

Em termos ambientais, as áreas com potencial para o cultivo identificadas pela Secretaria da Agricultura e Abastecimento podem absorver 15.739 toneladas/ano de gás carbônico da atmosfera, aliando atividade econômica e respeito a parâmetros oceanográficos. Os responsáveis pelos estudos acreditam que a produção deve ganhar impulso nos próximos meses com a publicação do Plano Gestor da Área de Proteção Ambiental Marinha do Litoral Norte.

 

Fonte: Gazeta de São Paulo, Abril/2020 (www.gazetasp.com.br)

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Aquishow Brasil deve acontecer em agosto deste ano

Aquishow Brasil, encontro de negócios e conhecimento do segmento da aquicultura, tem uma nova data. O evento irá acontecer de 25 a 27 de agosto deste ano, no Instituto de Pesca de São José do Rio Preto, em São Paulo. A mudança do calendário seguiu as orientações do Ministério da Saúde, do Governo do Estado e da prefeitura do município que irá sediar o encontro. 

O adiamento de maio para agosto se deu por conta da pandemia do novo coronavírus. “As inscrições estão fechadas porque vamos esperar até a metade deste mês para ver como estarão as coisas. Mas, estamos acreditando que vamos conseguir fazer nessa nova data. Caso não seja possível, iremos remarcar para outubro”, ressalta Marilsa Patrício Fernandes, coordenadora da Aquishow Brasil. A coordenadora destaca ainda que a comissão organizadora está trabalhando nos preparativos do encontro e dando continuidade nas obras de melhorias da estrutura ao redor do local. 

A nova sede foi escolhida levando em consideração o crescimento do evento. Além disso, o Instituto de Pesca de São José do Rio Preto tem uma estrutura que possibilita ainda mais atividades práticas. “Vamos fazer um encontro mais prático, transformando ele em uma unidade demonstrativa com equipamentos, máquinas e atividades como se tivéssemos em uma unidade produtiva. Esse é o grande diferencial que a Aquishow terá daqui para frente”, destaca. 

A programação completa e mais informações você pode conferir no site oficial da Aquishow Brasil. O programa Aqua Negócios estará acompanhando os detalhes do evento para que você confira na programação da Fish TV. 

 

Fonte: Fish TV, Abril/2020 (https://www.fishtv.com/)

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