Defeso da piracema tem início em 1º de novembro em SP: estoque de pescado deve ser informado

Coronavírus: ações em SP

Comunicado ao público

Saiba como escolher, armazenar e preparar adequadamente o seu pescado

Referência no Brasil, programa do IP monitora a produção pesqueira na costa de São Paulo

Boletim do Instituto de Pesca: pioneirismo nas áreas de Pesca, Aquicultura e Limnologia

Notícias

467 anos de São Paulo: Cidade contribui para o desenvolvimento sustentável do agro paulista

Sede Instituto de Pesca

Cidade de muitos povos e culturas, centro econômico do País, polo da indústria de negócios e empreendedorismo, São Paulo também exerce grande influência no agronegócio. Você sabia que na metrópole estão sediados importantes institutos de pesquisa do segmento? Que em Parelheiros, distrito da zona sul da capital, há mais de 500 unidades de produção agropecuária? Que grandes eventos realizados nos centros hípicos da cidade têm a chancela da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo? Ou que a cidade conta com uma feira de alimentos comercializados diretamente pelos agricultores?

Saiba mais sobre a atuação da Pasta Estadual no município que completa 467 anos no próximo dia 25:

Pesquisa

A cidade de São Paulo abriga algumas unidades de pesquisas importantes da Secretaria, espaços fundamentais na geração e transferência de tecnologia tanto para o agronegócio paulista como para as demais regiões da Federação.

O Instituto Biológico (IB-APTA), com sede na capital, é referência no Brasil e no exterior em pesquisas científicas e tecnológicas relacionadas à sanidade animal, vegetal e suas inter-relações com o meio ambiente. O Instituto é considerado estratégico para que o agro paulista e brasileiro seja competitivo em nível nacional e internacional.

O Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA) fica no edifício sede da Pasta, na região central da cidade, e é reconhecido pelas pesquisas e prestação de serviços, levantamentos da produção agropecuária paulista, valor da produção, exportação do agronegócio e mercado de trabalho rural, informações relevantes para a tomada de decisão no setor.

O Instituto de Pesca (IP-APTA), também na capital, é a primeira instituição do Brasil voltada a estudo de ecossistemas aquáticos e à biologia de organismos marinhos e continentais.

Todo esse conjunto de instituições da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) desenvolve trabalhos em prol dos produtores rurais e de toda a cadeia do agro no Estado, o que permite a disponibilidade de produtos de alta qualidade para os paulistanos, restaurantes da capital, além de supermercados, por exemplo.

Setor rural convive e aprende com o maior centro consumidor da América Latina

Nem todos sabem, mas um terço do território paulistano é rural. De acordo com a Prefeitura de São Paulo, nestas áreas, produtores agrícolas produzem hortaliças, frutas, legumes e plantas ornamentais, parte deles orgânicos ou estão em transição agroecológica. A presença da agricultura no território contribui para minimizar o avanço da urbanização e preservar uma imensa área que guarda florestas nativas e mananciais de água.

Há uma enorme diversidade na área compreendida pela subprefeitura de Parelheiros, onde há também uma Casa da Agricultura Ecológica (CAE-Sul), na qual atuam gestores ambientais e engenheiros agrônomos com a missão de manter a agricultura local e incentivá-la. “É uma área rica em mananciais, duas Áreas de Proteção Ambiental (APAs), a APA Bororé-Colônia e a APA Capivari-Monos ficam na região, assim como nove aldeias indígenas da etnia Guarani, que também auxiliam na proteção das riquezas naturais”, conta Cristiano Gomes, gestor ambiental da CAE-Sul em Parelheiros.

“Nós incentivamos as famílias, algumas já bem tradicionais de agricultores, a não desistirem da atividade. Para isso, temos feito parcerias para recuperação de áreas, plantio de árvores e de frutíferas, assim como treinamentos em relação à reciclagem do lixo. Também temos acompanhado de perto o movimento de transição agroecológica, pois há um grande mercado ávido por produtos orgânicos. Ao contrário de outros setores que sofreram muito com as restrições impostas pela pandemia, a procura por alimentos orgânicos aumentou, tanto via feiras específicas na cidade quanto via delivery com entrega de cestas de produtos. Eles se reinventaram e procuraram formas de comercialização que devem permanecer no pós-pandemia”, diz Cristiano.

“As Casas da Agricultura visam oferecer assistência técnica e auxílio para a organização dos produtores, incentivar a agroecologia, a geração de renda e a preservação do ambiente local, conscientizando sobre os direitos e interesses coletivos no uso do solo e da água nas hortas urbanas da cidade”, afirma José Antonio Teixeira, responsável pela Divisão de Agricultura da Prefeitura paulista, a qual compreende as duas CAEs e promove apoio a cerca de 700 agricultores paulistas, 600 atendidos pela CAE-Sul e 100 pela CAE-Leste.

Produtores de Parelheiros levam o amor pela terra às novas gerações

O produtor Joaquim dos Santos viu, ao longo do tempo, a cidade crescer ao seu redor. Ele nasceu em uma grande família de agricultores e desde cedo aprendeu a ‘lidar na roça’. Eram em 14 irmãos e a herança que lhe coube, além do amor pela agricultura, foram 7.600 metros quadrados de terra que ele triplicou ao longo do tempo. Hoje a Chácara Santos e os Sítios Santo Expedito, São José e São Pedro somam mais de 20 hectares. “Muitos desistiram, onde só havia agricultores, foram construídas casas, edifícios e, em muitas áreas, as matas voltaram a crescer. Hoje eu respiro o ar mais puro de São Paulo e temos água boa em abundância”, diz o produtor, que é exemplo na região e conhecido por ainda usar seu burrinho de trabalho para arar a terra quando bate a saudade dos velhos tempos.

Há seis anos, resolveu se dedicar à agricultura orgânica, produzindo mandioquinha salsa, açafrão, gengibre, amendoim, batata-doce, abóbora, milho e verduras diversas, que são comercializados pela filha nos finais de semana na feira do Parque da Água Branca.

Eduardo dos Santos Faria e a esposa Kely optaram por viver da agricultura há seis anos. Os finais de semana e férias passados nos sítios da família marcaram sua vida e depois de trabalhar em empresas privadas e na marcenaria da família, percebeu que o que gostava era mesmo da vida na roça. Casado há dois anos, além da salsa, couve, abóbora, alface, morango, escarola, mandioca, quiabo, brócolis, teve a ajuda de Kely que passou a produzir cogumelo shimeji. Os produtos podem ser encontrados no Instagram @eduagricultor e no Facebook fb.com/sitioseudomingos.

Parceria entre Estado e Prefeitura fortalece a produção agrícola

A Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS) Regional São Paulo, em parceria com a Divisão de Agricultura, também apoia os agricultores da cidade como um todo, tanto aqueles que estão na área rural do município, em especial em Parelheiros, como os que estão localizados na zona urbana (agricultura urbana e periurbana). “Orientamos quanto à organização social e à produção de alimentos com enfoque na agroecologia; auxiliamos no acesso às políticas públicas, as quais abrem as portas aos agricultores e às suas organizações, tanto no sentido de incrementarem sua infraestrutura produtiva como em melhorar a comercialização, facilitando o acesso a novos canais neste momento tão importante e ao mesmo tempo frágil para o agricultor familiar, que sofre com as oscilações de mercado (oferta e demanda) e a participação de outros players atravessadores”, afirma o diretor da CDRS Regional São Paulo, Hemerson Calgaro.

Segundo o técnico, São Paulo tem um potencial enorme na participação da produção de alimentos, tanto na área rural como também nas áreas urbanas e periurbanas da cidade, onde predomina a produção de hortaliças, frutas, legumes, mas também outros tesouros gastronômicos, como mirtilos e cogumelos. “Esses locais guardam características ímpares. Parelheiros, por exemplo, traz o ambiente rural, a vida simples, natural e que ‘anda mais devagar’ do que na cidade propriamente dita. A região é provida, ainda, de mananciais importantes para o abastecimento da cidade, exigindo dos agricultores que desempenhem um papel fundamental na preservação. Também há o turismo rural em Parelheiros, com diversos atrativos”, diz Calgaro.

“Na área urbana, é possível ver o desafio conquistado por pessoas que produzem em meio aos prédios e ao asfalto, utilizam-se de áreas de concessionárias de energia e habitação, para construírem verdadeiros oásis. São áreas que também atraem pessoas para visitação, além da aquisição para consumo, pois conseguem transmitir a mensagem do agricultor urbano de produzir alimentos e preservar os recursos naturais”, complementa o técnico.

Uma das parcerias da Pasta Estadual com a Prefeitura do município foi firmada recentemente para melhorar o atendimento na capital e todo o Estado, com a ampliação do app Sistema de Assistência Técnica e Extensão Rural e Ambiental (SisRural). Assim, técnicos agrícolas poderão consultar online os dados e aplicar protocolos e ações de melhoria em cada propriedade no município (leia mais).

Defesa Agropecuária

A capital paulista sedia um dos 40 Escritórios de Defesa Agropecuária (EDA) do Estado, com atuação em mais outros 35 municípios da região. Na cidade, há 640 estabelecimentos de produtos de origem vegetal registrados no sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (Gedave), da Secretaria, vinculado à Coordenadoria de Defesa Agropecuária, englobando unidades de consolidação (que realizam a distribuição de frutas e verduras para outras localidades), comerciantes e prestadores de serviços de aplicação de defensivos, entre outros.

Em 2020, foi o município do Estado que mais emitiu Permissões de Trânsito Vegetal (PTVs), totalizando 22.146 documentos emitidos para acompanhar o trânsito da partida de plantas ou produtos vegetais, de acordo com as normas de defesa sanitária vegetal. O objetivo do documento é garantir a conformidade fitossanitária, assegurar a identidade e a origem do produto, dar credibilidade ao processo de rastreabilidade e sustentabilidade ao setor produtivo.

O município conta com 77 estabelecimentos registrados e fiscalizados pelo Serviço de Inspeção de São Paulo (SISP) para a produção de produtos de origem animal (carne, leite, ovos, mel e pescado). A produção média mensal do município em 2020 foi de 1.521 toneladas de produtos e 177.860 dúzias e ovos. No comparativo geral, a produção paulistana em 2020 representou 4,63% da produção do estado (em kg) e 12,53% em dúzia. Todo o volume produzido foi colocado no mercado local ou comercializado nos demais municípios paulistas, com o selo de inspeção estadual dando segurança ao consumidor.

A Coordenadoria atua também no cadastro e fiscalização de eventos de concentração de animais. Na capital, estão localizados três importantes clubes hípicos, o Clube de Campo de São Paulo, a Sociedade Hípica Paulista e o Clube Hípico Santo Amaro, onde são realizados cerca de 100 eventos equestres por ano, sendo alguns eventos internacionais. Esses eventos são responsáveis pelo trânsito de cerca de 14 mil equídeos/ano no município. As ações da Defesa Agropecuária visam assegurar a sanidade dos rebanhos e lavouras de peculiar interesse, não só no município, mas em todo o Estado, evitando a ocorrência ou a disseminação de doenças.

Abastecimento

Na região do Jabaquara, próximo à estação de metrô que leva o mesmo nome, na zona sul da capital, é realizada a Feira Bom Preço do Agricultor, pela Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), da Secretaria.

Todas as quartas-feiras, das 7h às 20h e aos domingos, das 6h às 14h, é possível adquirir no local verduras, legumes, frutas, peixes e outros produtos do agro diretamente do produtor paulista. O espaço recebe, em média, mais de 24 mil pessoas por mês. Aos domingos, são cerca de quatro mil visitantes e às quartas, cerca de dois mil participantes. Durante a pandemia, o movimento se mantém, seguindo todos os protocolos de distanciamento social e a disponibilização de álcool gel em todas as barracas.

Outra ação voltada ao abastecimento e busca promover essa conexão entre todos os agentes da cadeia do agro, é a plataforma Agro SP (http://agrosp.sp.gov.br/), lançada pela Secretaria. De forma muito simples, possibilita aos pequenos produtores aumentarem suas vendas e aos atacadistas e compradores em geral ter uma maior variedade de produtos locais.

Foto: Instituto de Pesca, no Parque da Água Branca

Informações:
Assessoria de Comunicação
Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo
Tel.: (11) 5067-0069

Pesquisadores e extensionistas da Secretaria de Agricultura de SP participam de obra sobre reserva do Cinturão Verde da capital paulista

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Pesquisadores e extensionistas da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo participam como autores da obra “Serviços ecossistêmicos e bem-estar humano na reserva da biosfera do Cinturão Verde da cidade de São Paulo”, editada pelo Instituto Florestal, da Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente.

Ao todo, 75 autores de 35 instituições participaram da obra, composta por mais de 600 páginas. Entre os colaboradores, estão pesquisadores do Instituto de Pesca (IP-APTA) e do Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), além de técnicos da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS).

De acordo com seus organizadores, a obra é uma importante ferramenta para a tomada de decisão sobre o meio ambiente nas três esferas do poder público do Brasil e para as ações que impactam diretamente o planejamento e o ordenamento territorial de uma das maiores metrópoles mundiais.

Para Luciana Menezes, pesquisadora do IP, a publicação é um documento de referência, resultado do trabalho integrado de cientistas e será importante para produtores rurais e para o público em geral.

“O objetivo é levar ao conhecimento público os serviços ecossistêmicos que, no âmbito da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV), precisam ser protegidos e aqueles que devem ser recuperados. As Reservas da Biosfera são áreas que compreendem ecossistemas terrestres, marinhos e costeiros, onde deve-se promover soluções que conciliam a conservação da biodiversidade com seu uso sustentável”, explica.

"Essa obra é de fundamental importância, pois destaca as comunidades indígenas, de agricultores familiares e pescadores artesanais com suas práticas assessoradas pelos serviços de Assistência Técnica e Extensão Rural (Ater) da CDRS, com apoio da pesquisa científica e da Fundação Nacional do Índio (Funai), as quais estão em consonância com as exigências  ambientais e de construção de uma economia solidária", diz o extensionista Newton Rodrigues, da CDRS Regional São Paulo, que tem vários trabalhos nesta área, inclusive publicados no exterior.

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Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Meio Ambiente do Estado de São Paulo, a Região Metropolitana de São Paulo (RMSP) e sua área envoltória foi declarada como Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo (RBCV) pela UNESCO em 1994. O espaço foi estabelecido como avaliação subglobal pela Avaliação Ecossistêmica do Milênio (AEM). Solicitada em 2000 pelo Secretário Geral da ONU, Kofi Annan, a AEM configurou-se em um programa intergovernamental pioneiro para o desenvolvimento de uma síntese sobre os serviços dos ecossistemas e o conhecimento sobre a biodiversidade.

O estabelecimento de uma avaliação ecossistêmica no Cinturão Verde se deu com o objetivo de destacar a relevância dos benefícios da Reserva para a macrometrópole paulista, em uma área que abrange 78 municípios. Seus habitantes, que representam 55% da população do estado, dependem diretamente desses ecossistemas e de seus serviços para o seu bem-estar. O Cinturão Verde de São Paulo é responsável principalmente por fornecer alimento, água e amenização climática para mais de 25 milhões de habitantes que vivem na área abrangida pela RBCV.

 

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Secretaria de Agricultura de SP desenvolve pesquisa inédita com trutas de coloração azul-prateada e amarela

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Peixes são interessantes para a gastronomia e pesca esportiva trazendo vantagens para estudos de biotecnologia

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo desenvolve pesquisa inédita com trutas arco-íris de coloração azul e amarela. Os estudos são conduzidos na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão, do Instituto de Pesca (IP-APTA), única unidade de pesquisa do país exclusivamente dedicada a salmonídeos, ou seja, truta e salmão. Além de serem muito apreciadas na pesca esportiva e gastronomia, essas variantes de coloração apresentam potencial uso em pesquisas cientificas. Confira abaixo vídeo e podcast sobre o assunto.

De acordo com Yara Aiko Tabata, pesquisadora aposentada do Instituto de Pesca, as trutas azuis cobalto e amarelas foram isoladas por meio de acasalamentos controlados e caracterizadas geneticamente quanto ao caráter de dominância ou recessividade do padrão de cor. A pesquisadora explica que as trutas arco-íris, normalmente, possuem coloração parda com pintas pretas. A variação de cor ocorre por conta de mutações espontâneas.

Segundo a pesquisadora do IP, Neuza Takahashi, a truta azul possui o dorso azulado e as laterais do corpo prateadas, o que corresponde a fase marinha dos salmonídeos migradores. “Elas são preferidas por muitos mercados consumidores do mundo, particularmente o japonês”. A pesquisadora comenta ainda que ambas as linhagens foram selecionadas a partir de variantes da truta surgidas naturalmente, sem nenhuma técnica de manipulação gênica, sendo, por isso, um produto de origem totalmente natural.

Um dos benefícios decorrentes da variação da pigmentação é a utilização dessas trutas como indicador da condição triploide em lotes produzidos na UPD de Campos do Jordão e, por isso, há um interesse do Instituto de Pesca e da Secretaria de Agricultura na manutenção dessas linhagens. “A triploidização causa a esterilidade em trutas e, consequentemente, promove o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade da carne pela supressão das características associadas a atividade reprodutiva”, afirma Yara.

Segundo o cientista do programa Jovem Pesquisador em Centros Emergentes da FAPESP, Ricardo Hattori, que desenvolveu a pesquisa no IP entre 2015 e 2019, apesar do grande interesse pelas trutas azuis, as tentativas de estabelecer linhagens comerciais fracassavam devido a problemas de crescimento e de fertilidade. “Porém, ao analisar com maior detalhe as trutas azuis da Unidade de Campos do Jordão, detectamos desempenhos zootécnicos e reprodutivo muito satisfatórios. Além disso, descobrimos também, por meio de diversos cruzamentos, que elas eram na verdade geneticamente diferentes das descritas até agora. Outro fato interessante e inédito dessa pesquisa foi a geração de trutas brancas-albinas a partir do cruzamento entre as azuis e as amarelas”, diz.

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Tecnologias paulistas em todas as regiões produtoras de truta do Brasil

A Unidade do Instituto de Pesca, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), atua na geração e difusão de tecnologias voltadas para a melhoria da qualidade da truta e a diversificação de produtos de valor agregado. Suas pesquisas e resultados podem ser vistos em todas as regiões produtoras de truta do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Anualmente, a unidade de pesquisa transfere ovos de truta para 50 produtores, aproximadamente, atendendo 10% da demanda nacional por ovos. Mais de um milhão de ovos são disponibilizados por ano, que são usados para melhorar a qualidade de 210 toneladas de truta produzidas no Brasil.

Entre resultados de pesquisa marcantes está a reversão sexual da truta para produção de lotes 100% fêmeas, aumentando a produtividade ao eliminar os machos sexualmente precoces e a triploidização, que consiste na manipulação cromossômica para a produção de lotes de peixes estéreis a fim de aumentar a produtividade por meio da eliminação da atividade reprodutiva, obtendo trutas de grande porte, com filés altos.

A truticultura brasileira é formada principalmente por pequenos produtores, por isso, uma forma de aumentar a renda desses profissionais é o uso de tecnologias que agreguem valor à produção. Uma grande contribuição do IP neste sentido foi a viabilização no Brasil da técnica de salmonização da truta, ou seja, o processo de pigmentação da carne com carotenoide adicionado à ração, deixando a carne do peixe em tom rosa, característica que agrada aos consumidores. Este processo foi introduzido e otimizado na UPD de Campos do Jordão, através de auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Outro resultado foi o desenvolvimento do “caviar de truta”, na coloração dourado e vermelho, um produto de grande aceitação na alta gastronomia, desenvolvido com financiamento do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Instituto de Pesca também completou estudo inédito no mundo de barriga de aluguel entre espécies diferentes. Este estudo, liderado por Hattori, possibilitou a geração de alevinos de salmão do Atlântico em dois anos – quando por vias normais seriam necessários quatro anos para a reprodução do salmão. A celeridade do processo está na utilização da truta arco-íris como receptora de células-tronco germinativas de salmão para gerar, em seu corpo, os espermatozoides e ovos de salmão. O estudo possibilita acelerar o processo de seleção e melhoramento genético do salmão do Atlântico em até metade do tempo necessário, levando em conta o método tradicional de reprodução. “Estudos para otimizar esta tecnologia em salmonídeos seguem sendo conduzidos na unidade, assim como o desenvolvimento de linhagens de truta arco-íris mais resistentes a altas temperaturas”, afirma a pesquisadora Neuza.

 

Saiba mais!

Vídeo sobre as pesquisas com truta.

Podcast: Spotify | Soundclound

 

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(11) 5067-0069

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Visitação Virtual do Museu de Pesca é opção instrutiva e divertida para as férias

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Contendo parte do acervo do Museu digitalizada, exposição traz muita informação sobre a vida marinha e a atividade pesqueira.

Museus são lugares únicos, onde conhecimento, história e entretenimento andam juntos. Em virtude da pandemia, no entanto, tem sido um pouco mais difícil visitar muitos deles, que permanecem fechados para o público. Nesse cenário, uma possibilidade para não deixar de entrar em contato com esse universo de aprendizado e diversão é visitar virtualmente os espaços. Uma ótima pedida para esse começo de ano é conhecer o Museu de Pesca, que mantém, desde o ano passado, grande parte de seu acervo disponível online para o público.

Mantido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em Santos, no litoral paulista, o Museu é considerado uma das principais atrações turísticas da cidade, recebendo, anualmente, cerca de 50 mil visitantes. Sediado em um prédio histórico (originalmente uma fortificação do século XVIII), o local recebeu, em 2020, o prêmio Travelers Choice, da plataforma online TripAdvisor, tendo sua qualidade reconhecida por quem o visitou.

Com a visitação presencial suspensa desde março de 2020, o espaço passou a ser explorado pelo público através deste site. A versão virtual do Museu de Pesca é uma réplica da estrutura física do espaço, contendo em cada ambiente parte de seu acervo real. Dentre as principais atrações, estão um imponente esqueleto de baleia da espécie Balaenoptera physalus, com 23 metros de comprimento e sete toneladas, e diversos exemplares de tubarões. O acervo é composto, ainda, por diversas espécies de peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos taxidermizados ou suas ossadas, conchas de moluscos, areias, além de maquetes de embarcações, aparelhos e equipamentos utilizados na pesca e em pesquisa oceanográfica, obras artísticas dentre outros.

A iniciativa faz parte do Projeto Venha Visitar Virtualmente (VVV), da Secretaria de Agricultura, que também conta com a mostra virtual do Planeta Inseto (veja aqui), exposição mantida pelo Instituto Biológico (IB-APTA).

Confira aqui o podcast da Secretaria de Agricultura sobre o Museu de Pesca.

 

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Agenda

Reserve essa data - XIV Reunião Científica do Instituto de Pesca

Data: 6 a 8 de abril de 2021

Horário: 8 horas às 18h00

Realização: Centro de Pesquisa de Aquicultura

Breve Resumo: A REUNIÃO CIENTÍFICA DO INSTITUTO DE PESCA – RECIP, é um evento que proporcionará oportunidade de intercambio técnico científico entre os participantes, permitindo a geração de conhecimento e de tecnologia nas áreas de pesca e Aquicultura. Assim, o evento poderá contribuir para a orientação das pesquisas dentro deste novo conceito.

Curso teórico-prático de Controle da Qualidade do Pescado

 Data: Evento adiado em virtude da Covid-19

Horário: 8 horas às 17h00

Realização: Centro Avançado de Pesquisa do Pescado Marinho

Breve Resumo: O curso enfoca a qualidade do pescado como fator determinante nas características do produto final. São discutidos conceitos e fatores de qualidade do pescado, dando-se ênfase aos parâmetros de avaliação. São realizadas as análises mais importantes voltadas à qualidade do pescado para o consumo, bem como, a leitura e a interpretação dos resultados destas análises.

Local: Departamento de Agroindústria de Alimentos, Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" - Universidade de São Paulo (ESALQ/USP).


Destinatários: Profissionais dos setores de controle de qualidade, pesquisa, desenvolvimento de pescado e seus derivados, professores e estudantes da área.

Apoio: Lex Experts Food Business Solutions, Christeyns Brasil e FUNDEPAG.

Coordenação: Dra. Érika Fabiane Furlan (Instituto de Pesca)

Número de Vagas: 40

Investimento: R$ 1.200,00 - profissionais;
R$ 600,00 – estudantes e servidores público.

Inscrições: Clique aqui

Informações: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. (13) 3261-2653 (Érika)

Endereço: Av. Pádua Dias, 11 - Cx. Postal 9 - Piracicaba - SP CEP 13418-900

Equipe técnica: Dra. Erika Fabiane Furlan (coord. IP), MSc.Sarah de Oliveira (Lex Experts), Dra. Juliana Antunes Galvão (ESALQ/USP) e Carla Lima Gomes (Christeyns Brasil), Dra. Renata Miranda de Carvalho (MAPA).

Programa previsto:

Dia 04/03/2021
8h – Inscrição e entrega de material
8:30h – Abertura: Apresentação da equipe técnica do curso e programa
9h – Qualidade do pescado: fatores intrínsecos e extrínsecos ao pescado
10h – Coffee break
10:20h – Boas práticas e regulação voltada a qualidade do pescado
11:20h – Parasitas em Pescado: legislação e técnicas de pesquisa
12:30h – Almoço livre
14:00h – Principais métodos analíticos para aferição da qualidade do pescado
15:00h – Aulas práticas: principais métodos físico-químicos para aferição da qualidade do
pescado e pesquisa de parasitas
16:40h - Coffee break
17:00h – Roda de conversa
19h – Jantar por adesão


Dia 05/03/2021
8h – A análise de histamina no dia a dia da indústria
9h - Riscos microbiológicos na cadeia produtiva do pescado
10h - Coffee break
10:20h – Inovação tecnológica no controle microbiológico do pescado
11:20h – Rastreabilidade na cadeia produtiva do pescado: ferramenta a serviço da qualidade
12:30h – Almoço livre
14:00h – Aula prática: métodos de coleta de amostras e detecção dos
principais agentes patogênicos
16:30h – Café com prosa
17:00h - Encerramento

Curso a Distância sobre Criação de Camarões de Água Doce – Módulo Básico

Data: fluxo contínuo

Realização: Centro de Pesquisa de Aquicultura/UPD Pirassununga /Instituto de Pesca/APTA/SAA

Breve Resumo: o curso on-line inclui uma apostila em arquivo PDF (download diretamente do site da FUNDAG, após confirmação do pagamento), a qual deverá ser estudada pelo aluno de forma autônoma, para que, posteriormente, faça uma avaliação a distância, como aferição do aproveitamento, e posterior emissão do Certificado. O aluno terá a oportunidade de sanar dúvidas por meio de visita previamente agendada à UPD de Pirassununga.

Modalidade: híbrida (on-line e presencial), com visita à UPD de Pirassununga (mediante agendamento prévio e interesse)

Destinatários: produtores rurais, técnicos da área de aquicultura, estudantes e investidores em geral.

Coordenação: Marcello Villar Boock e Helcio Luis de Almeida Marques (Instituto de Pesca)

Apoio: Fundag

Número de Vagas: ilimitado

Investimento: R$ 200,00

Inscrições: https://cursosfundag.com.br/cursos/criacao-de-camaroes-de-agua-doce/ 

Informações: (19) 3739-8035

Endereço: Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Pirassununga (UPD de Pirassununga), Av. Virgilio Baggio, 85 - Cachoeira de Emas - Pirassununga (SP)

Programação: Fatores limitantes ao cultivo (clima, água, solo, logística). Características e construção de viveiros. Preparo dos viveiros (limpeza do lodo, calagem, adubação). Povoamento (sistemas monofásico e bifásico), predadores, manejos alimentar e hídrico, biometrias. Despescas seletiva e total. Comercialização. Viabilidade econômica do cultivo. Técnicas de processamento e marketing.

IP Na Mídia

TRUTICULTURA – IP-APTA desenvolve pesquisa inédita com trutas de coloração azul-prateada e amarela

A Unidade do Instituto de Pesca, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), atua na geração e difusão de tecnologias voltadas para a melhoria da qualidade da truta e a diversificação de produtos de valor agregado

Pesquisa inédita com trutas arco-íris de coloração azul e amarela é desenvolvida pelo IP-APTA, agência de pesquisa da  Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo. Os estudos são conduzidos na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão, do Instituto de Pesca (IP-APTA), única unidade de pesquisa do país exclusivamente dedicada a salmonídeos, ou seja, truta e salmão. Além de serem muito apreciadas na pesca esportiva e na  gastronomia, essas variantes de coloração apresentam potencial uso em pesquisas cientificas.

Para Yara Aiko Tabata, pesquisadora aposentada do Instituto de Pesca, as trutas azuis cobalto e amarelas foram isoladas por meio de acasalamentos controlados e caracterizadas geneticamente quanto ao caráter de dominância ou recessividade do padrão de cor. A pesquisadora explica que as trutas arco-íris, normalmente, possuem coloração parda com pintas pretas. A variação de cor ocorre por conta de mutações espontâneas.

Segundo a pesquisadora do IP, Neuza Takahashi, a truta azul possui o dorso azulado e as laterais do corpo prateadas, o que corresponde a fase marinha dos salmonídeos migradores.

- Elas são preferidas por muitos mercados consumidores do mundo, particularmente o japonês.

A pesquisadora comenta ainda que ambas as linhagens foram selecionadas a partir de variantes da truta surgidas naturalmente, sem nenhuma técnica de manipulação gênica, sendo, por isso, um produto de origem totalmente natural.

Um dos benefícios decorrentes da variação da pigmentação é a utilização dessas trutas como indicador da condição triploide em lotes produzidos na UPD de Campos do Jordão e, por isso, há um interesse do Instituto de Pesca e da Secretaria de Agricultura na manutenção dessas linhagens.

- A triploidização causa a esterilidade em trutas e, consequentemente, promove o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade da carne pela supressão das características associadas a atividade reprodutiva - afirma Yara.

Segundo o cientista do programa Jovem Pesquisador em Centros Emergentes da FAPESP, Ricardo Hattori, que desenvolveu a pesquisa no IP entre 2015 e 2019, apesar do grande interesse pelas trutas azuis, as tentativas de estabelecer linhagens comerciais fracassavam devido a problemas de crescimento e de fertilidade.

- Porém, ao analisar com maior detalhe as trutas azuis da Unidade de Campos do Jordão, detectamos desempenhos zootécnicos e reprodutivo muito satisfatórios. Além disso, descobrimos também, por meio de diversos cruzamentos, que elas eram na verdade geneticamente diferentes das descritas até agora. Outro fato interessante e inédito dessa pesquisa foi a geração de trutas brancas-albinas a partir do cruzamento entre as azuis e as amarelas - diz.

Tecnologias paulistas em todas as regiões produtoras de truta do Brasil

A Unidade do Instituto de Pesca, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), atua na geração e difusão de tecnologias voltadas para a melhoria da qualidade da truta e a diversificação de produtos de valor agregado. Suas pesquisas e resultados podem ser vistos em todas as regiões produtoras de truta do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Anualmente, a unidade de pesquisa transfere ovos de truta para 50 produtores, aproximadamente, atendendo 10% da demanda nacional por ovos. Mais de um milhão de ovos são disponibilizados por ano, que são usados para melhorar a qualidade de 210 toneladas de truta produzidas no Brasil.

Entre resultados de pesquisa marcantes está a reversão sexual da truta para produção de lotes 100% fêmeas, aumentando a produtividade ao eliminar os machos sexualmente precoces e a triploidização, que consiste na manipulação cromossômica para a produção de lotes de peixes estéreis a fim de aumentar a produtividade por meio da eliminação da atividade reprodutiva, obtendo trutas de grande porte, com filés altos.

A truticultura brasileira é formada principalmente por pequenos produtores, por isso, uma forma de aumentar a renda desses profissionais é o uso de tecnologias que agreguem valor à produção. Uma grande contribuição do IP neste sentido foi a viabilização no Brasil da técnica de salmonização da truta, ou seja, o processo de pigmentação da carne com carotenoide adicionado à ração, deixando a carne do peixe em tom rosa, característica que agrada aos consumidores. Este processo foi introduzido e otimizado na UPD de Campos do Jordão, através de auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Outro resultado foi o desenvolvimento do “caviar de truta”, na coloração dourado e vermelho, um produto de grande aceitação na alta gastronomia, desenvolvido com financiamento do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Instituto de Pesca também completou estudo inédito no mundo de barriga de aluguel entre espécies diferentes. Este estudo, liderado por Hattori, possibilitou a geração de alevinos de salmão do Atlântico em dois anos – quando por vias normais seriam necessários quatro anos para a reprodução do salmão. A celeridade do processo está na utilização da truta arco-íris como receptora de células-tronco germinativas de salmão para gerar, em seu corpo, os espermatozoides e ovos de salmão. O estudo possibilita acelerar o processo de seleção e melhoramento genético do salmão do Atlântico em até metade do tempo necessário, levando em conta o método tradicional de reprodução.

- Estudos para otimizar esta tecnologia em salmonídeos seguem sendo conduzidos na unidade, assim como o desenvolvimento de linhagens de truta arco-íris mais resistentes a altas temperaturas - afirma a pesquisadora Neuza.

 

Fonte: PisciShow, janeiro 2021 (https://piscishoweavisuleite.com.br/Publicacao.aspx?id=188135)

 

SP: SAA desenvolve pesquisa inédita com trutas de coloração azul-prateada e amarela

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo desenvolve pesquisa inédita com trutas arco-íris de coloração azul e amarela. Os estudos são conduzidos na Unidade de Pesquisa e Desenvolvimento de Campos do Jordão, do Instituto de Pesca (IP-Apta), única unidade de pesquisa do país exclusivamente dedicada a salmonídeos, ou seja, truta e salmão. Além de serem muito apreciadas na pesca esportiva e gastronomia, essas variantes de coloração apresentam potencial uso em pesquisas cientificas. Confira abaixo vídeo e podcast sobre o assunto.

De acordo com Yara Aiko Tabata, pesquisadora aposentada do Instituto de Pesca, as trutas azuis cobalto e amarelas foram isoladas por meio de acasalamentos controlados e caracterizadas geneticamente quanto ao caráter de dominância ou recessividade do padrão de cor. A pesquisadora explica que as trutas arco-íris, normalmente, possuem coloração parda com pintas pretas. A variação de cor ocorre por conta de mutações espontâneas.

Segundo a pesquisadora do IP, Neuza Takahashi, a truta azul possui o dorso azulado e as laterais do corpo prateadas, o que corresponde a fase marinha dos salmonídeos migradores. “Elas são preferidas por muitos mercados consumidores do mundo, particularmente o japonês”. A pesquisadora comenta ainda que ambas as linhagens foram selecionadas a partir de variantes da truta surgidas naturalmente, sem nenhuma técnica de manipulação gênica, sendo, por isso, um produto de origem totalmente natural.

Um dos benefícios decorrentes da variação da pigmentação é a utilização dessas trutas como indicador da condição triploide em lotes produzidos na UPD de Campos do Jordão e, por isso, há um interesse do Instituto de Pesca e da Secretaria de Agricultura na manutenção dessas linhagens. “A triploidização causa a esterilidade em trutas e, consequentemente, promove o aumento da produtividade e a melhoria da qualidade da carne pela supressão das características associadas a atividade reprodutiva”, afirma Yara.

Segundo o cientista do programa Jovem Pesquisador em Centros Emergentes da Fapesp, Ricardo Hattori, que desenvolveu a pesquisa no IP entre 2015 e 2019, apesar do grande interesse pelas trutas azuis, as tentativas de estabelecer linhagens comerciais fracassavam devido a problemas de crescimento e de fertilidade. “Porém, ao analisar com maior detalhe as trutas azuis da Unidade de Campos do Jordão, detectamos desempenhos zootécnicos e reprodutivo muito satisfatórios. Além disso, descobrimos também, por meio de diversos cruzamentos, que elas eram na verdade geneticamente diferentes das descritas até agora. Outro fato interessante e inédito dessa pesquisa foi a geração de trutas brancas-albinas a partir do cruzamento entre as azuis e as amarelas”, diz.

Tecnologias paulistas em todas as regiões produtoras de truta do Brasil
A Unidade do Instituto de Pesca, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (Apta), atua na geração e difusão de tecnologias voltadas para a melhoria da qualidade da truta e a diversificação de produtos de valor agregado. Suas pesquisas e resultados podem ser vistos em todas as regiões produtoras de truta do Brasil: São Paulo, Rio de Janeiro, Espirito Santo, Santa Catarina, Minas Gerais, Paraná e Rio Grande do Sul.

Anualmente, a unidade de pesquisa transfere ovos de truta para 50 produtores, aproximadamente, atendendo 10% da demanda nacional por ovos. Mais de um milhão de ovos são disponibilizados por ano, que são usados para melhorar a qualidade de 210 toneladas de truta produzidas no Brasil.

Entre resultados de pesquisa marcantes está a reversão sexual da truta para produção de lotes 100% fêmeas, aumentando a produtividade ao eliminar os machos sexualmente precoces e a triploidização, que consiste na manipulação cromossômica para a produção de lotes de peixes estéreis a fim de aumentar a produtividade por meio da eliminação da atividade reprodutiva, obtendo trutas de grande porte, com filés altos.

A truticultura brasileira é formada principalmente por pequenos produtores, por isso, uma forma de aumentar a renda desses profissionais é o uso de tecnologias que agreguem valor à produção. Uma grande contribuição do IP neste sentido foi a viabilização no Brasil da técnica de salmonização da truta, ou seja, o processo de pigmentação da carne com carotenoide adicionado à ração, deixando a carne do peixe em tom rosa, característica que agrada aos consumidores. Este processo foi introduzido e otimizado na UPD de Campos do Jordão, através de auxílio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). Outro resultado foi o desenvolvimento do “caviar de truta”, na coloração dourado e vermelho, um produto de grande aceitação na alta gastronomia, desenvolvido com financiamento do Conselho Nacional do Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

O Instituto de Pesca também completou estudo inédito no mundo de barriga de aluguel entre espécies diferentes. Este estudo, liderado por Hattori, possibilitou a geração de alevinos de salmão do Atlântico em dois anos – quando por vias normais seriam necessários quatro anos para a reprodução do salmão. A celeridade do processo está na utilização da truta arco-íris como receptora de células-tronco germinativas de salmão para gerar, em seu corpo, os espermatozoides e ovos de salmão. O estudo possibilita acelerar o processo de seleção e melhoramento genético do salmão do Atlântico em até metade do tempo necessário, levando em conta o método tradicional de reprodução. “Estudos para otimizar esta tecnologia em salmonídeos seguem sendo conduzidos na unidade, assim como o desenvolvimento de linhagens de truta arco-íris mais resistentes a altas temperaturas”, afirma a pesquisadora Neuza.

 

Fonte: Página Rural, 18 janeiro 2021 (https://www.paginarural.com.br/noticia/285979/saa-desenvolve-pesquisa-inedita-com-trutas-de-coloracao-azul-prateada-e-amarela)

Museu de Pesca oferece visita virtual na pandemia

Um dos pontos turísticos mais visitados de Santos, o Museu de Pesca oferece visita virtual durante pandemia. A versão virtual do Museu de Pesca é uma réplica da estrutura física do espaço, contendo em cada ambiente parte de seu acervo real.

Com a visitação presencial suspensa desde março de 2020, o espaço passou a ser explorado pelo público através deste site.

Dentre as principais atrações, estão um imponente esqueleto de baleia da espécie Balaenoptera physalus, com 23 metros de comprimento e sete toneladas, e diversos exemplares de tubarões.

O acervo é composto, ainda, por diversas espécies de peixes, crustáceos, aves e mamíferos marinhos taxidermizados ou suas ossadas, conchas de moluscos, areias, além de maquetes de embarcações, aparelhos e equipamentos utilizados na pesca e em pesquisa oceanográfica, obras artísticas dentre outros.

Visita virtual no Museu de Pesca

A iniciativa faz parte do Projeto Venha Visitar Virtualmente (VVV), da Secretaria de Agricultura, que também conta com a mostra virtual do Planeta Inseto (veja aqui), exposição mantida pelo Instituto Biológico (IB-APTA).

Museu de Pesca recebe 50 mil visitantes

Mantido pelo Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, em Santos, no litoral paulista, o Museu recebe, anualmente, cerca de 50 mil visitantes.
Sediado em um prédio histórico (originalmente uma fortificação do século XVIII), o local recebeu, em 2020, o prêmio Travelers Choice, da plataforma online TripAdvisor, tendo sua qualidade reconhecida por quem o visitou.


Confira o podcast da Secretaria de Agricultura sobre o Museu de Pesca clicando aqui.

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Fonte: Marco Zero, 21 janeiro 2021 (https://marcozero.blog.br/museu-de-pesca-oferece-visita-virtual-na-pandemia/)

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