Qualidade de efluentes de tanques de girino de rã-touro

Autores

  • Fernanda de Freitas BORGES Aquaculture Center at UNESP (CAUNESP)
  • Marta Verardino de STÉFANI Aquaculture Center at UNESP (CAUNESP)
  • Luiz Augusto do AMARAL Aquaculture Center at UNESP (CAUNESP)

Palavras-chave:

qualidade de água, ranicultura, fósforo

Resumo

O objetivo deste trabalho foi avaliar a qualidade do efluente de tanques de criação de girinos de rã-touro, através da análise de variáveis fí­­sicas, quí­­micas e microbiológica da água. As amostras foram coletadas quinzenalmente nos tanques do setor de ranicultura do Caunesp. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado, com dois tratamentos (água de entrada e saí­­da dos tanques) e seis repetições (tanques). Não houve diferença significativa (P>0,01) entre os tratamentos para condutividade, entretanto, os valores variaram nas diferentes coletas, conforme o crescimento dos girinos. Os valores de temperatura, pH, oxigênio dissolvido e nitrato foram maiores (P<0,01) na água de entrada, enquanto as concentrações de fósforo total, amônia, Escherichia coli, demanda quí­­mica de oxigênio DQO, demanda bioquí­­mica de oxigênio (DBO5) e turbidez apresentaram aumento na água de saí­­da. As concentrações de fósforo total e DBO5 foram maiores do que o permitido pela legislação ambiental brasileira. O manejo realizado na criação de girinos provocou aumento de nutrientes na água, sendo que as maiores concentrações de amônia e fósforo total foram provenientes, principalmente, da ração e das excretas dos animais.

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Publicado

2018-11-16

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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