Elementos-traço na água e em peixes de cursos de água tropicais no Brasil central

Autores

  • Roseni da Silva SOUZA Programa de Mestrado em Ecologia e produção sustentável
  • Francisco Leonardo TEJERINA-GARRO Centro de Biologia Campus II - PUC Goiás / Programa de Mestrado em Sociedade, Tecnologia e Meio Ambiente, UniEVANGÉLICA http://orcid.org/0000-0002-5159-8108 (não autenticado)
  • Cleonice ROCHA Laboratório de Quí­­mica, Departamento de Matemática e F-­­sica, Campus I - PUC Goiás, Brazi
  • Luiz Fabrício ZARA Universidade de Bras-­­lia, Faculdade de Planaltina. GO, Brazil http://orcid.org/0000-0001-6110-2527 (não autenticado)
  • Affonso Celso GONÇALVES-JUNIOR Laboratório de Quí­­mica Ambiental e Instrumental, Universidade Estadual do Oeste do Paraná, PR, Brazil

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2016v42n3p500

Palavras-chave:

guildas tróficas, bioacumulação, bioconcentração, detrití­­voros, omní­­voros

Resumo

Objetivou-se comparar as concentrações dos elementos-traço encontrados em amostras de água (cádmio, cobre, manganês, chumbo e zinco) de dez sub-bacias e tecido muscular (alumí­­nio, ferro, manganês, chumbo e zinco) de peixes pertencentes a seis guildas tróficas, ambas as amostras coletadas em cursos de água do alto rio Tocantins, Goiás, Brasil Central. As concentrações dos metais traços da água não diferiram entre sub-bacias, exceto para Cu e Mn que ultrapassaram estas indicadas pela legislação ambiental brasileira. As maiores concentrações (Al, Fe, Mn, Pb e Zn) foram encontradas nos peixes detrití­­voros, oní­­voros e insetí­­voros terrestres, enquanto que os invertí­­voros aquáticos apresentaram as menores concentrações, não se observou correlação entre as concentrações de Mn, Pb e Zn na água e nos peixes. Isto sugere que as caracterí­­sticas hidrológicas e quí­­micas dos cursos de água amostrados influenciam de maneira semelhante a disponibilidade de elementos-traço na coluna de água. As diferenças de concentrações dos elementos-traço observadas entre as guildas tróficas não apresentam uma tendência com base na estratégia de alimentação dos peixes, mas relacionada í­Â  disponibilidade do elemento-traço no ambiente, resultado reforçado pela ausência de relação entre a concentração dos elementos-traço da água e do tecido muscular dos peixes.

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Publicado

2016-09-30

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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