Variação espaço-temporal da densidade de camarões Farfantepenaeus subtilis, Litopenaeus schmitti e Xiphopenaeus kroyeri (Crustácea; Decapoda) no Estuário de Curuçá, Norte do Brasil

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2016v42n3p598

Palavras-chave:

Amazônia, densidade, Penaeidae

Resumo

Os camarões Penaeidae representam um dos recursos pesqueiros mais freqüentes e explorados nas regiões costeiras de todo o mundo. Nos estuários da costa norte do Brasil eles são pescados, ainda quando jovens, de forma artesanal e abastecem principalmente os mercados locais. O objetivo deste trabalho foi determinar a composição, a abundí­¢ncia e a distribuição espacial e temporal das espécies de camarões Penaeidae capturadas no estuário de Curuçá, Estado do Pará, costa norte do Brasil. Coletas bimestrais de julho/03 a julho/04 foram realizadas em oito locais de coleta, distribuí­­dos em dois perfis desse estuário (Rio Curuçá e Furo Muriá) usando uma rede de arrasto otter trawl durante a maré vazante diurna. Dois perfis foram selecionados para o estudo nesta área: o canal-de-maré Muriá e o Rio Curuçá, com quatro coletas em cada local. Um total de 6.158 camarões Penaeidae pertencentes a três espécies foram obtidos. Farfantepenaeus subtilis foi a espécie dominante, com 78,5% do total de camarões, seguido por Litopenaeus schmitti e Xiphopenaeus kroyeri que corresponderam a 11,5 e 9,8%, respectivamente. A maior densidade do camarão-rosa (F. subtilis) e do camarão-sete-barbas (X. kroyeri) foi registrada durante o perí­­odo chuvoso (p<0,05), com densidade de 197,4 ind./1000 m2 e 23,7 ind./1000 m2, respectivamente, ambas em março/2004. O camarão-branco (L. schmitti) foi significativamente mais abundante no perí­­odo seco (p < 0,05), e suas maiores densidades ocorreram em julho/03 (10,4 ind./1000m2), perí­­odo seco, e um segundo pico em março/04 (16,5 ind./1000m2), perí­­odo chuvoso. Estes resultados demonstram a importí­¢ncia do estuário de Curuçá para o ciclo de vida e manutenção dos estoques costeiros destas espécies, bem como auxiliam nas discussões sobre o perí­­odo de defeso.

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Publicado

2016-09-30

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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