Avaliação do plano de manejo de camarões peneí­­deos na plataforma continental de Sergipe, Brasil

Autores

  • Rafael de Carvalho SANTOS Departamento de Biologia, Universidade Federal de Sergipe
  • Sonja Luana Rezende da SILVA Departamento de Biologia, Universidade Federal de Sergipe
  • Rogério Caetano da COSTA Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Ciências, UNESP
  • Thiago Maia DAVANSO Departamento de Ciências Biológicas, Faculdade de Ciências, UNESP
  • Gustavo Luis HIROSE Departamento de Biologia, Universidade Federal de Sergipe http://orcid.org/0000-0001-7484-0393 (não autenticado)

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2017v43n3p308

Palavras-chave:

Xiphopenaeus, Farfantepenaeus, Litopenaeus, recrutamento, perí­­odo reprodutivo, pesca

Resumo

Este estudo avaliou se a reprodução e o recrutamento temporal e espacial das principais espécies de camarões marinhos explotados no Estado de Sergipe (Xiphopenaeus kroyeri, Farfantepenaeus subtilis e Litopenaeus schmitti) estão sendo protegidos, em comparação com a normativa MMA nº 14, de 14 de outubro de 2004. As coletas foram realizadas de setembro/2013 a agosto/2014 na plataforma continental de Sergipe em nove transectos distribuí­­dos nas profundidades de 5, 15 e 30 m, utilizando barco camaroeiro equipado com rede de arrasto de portas. Após as coletas, os indiví­­duos foram identificados ao ní­­vel especí­­fico, subamostrados, sexados, mensurados quanto ao comprimento da carapaça e classificados quanto í­Â  morfologia gonadal. O recrutamento e a reprodução das três espécies ocorreram continuamente ao longo do ano, apresentando picos de intensidade. Indiví­­duos reprodutivos e juvenis foram mais abundantes nos 30 m para F. subtilis, enquanto X. kroyeri e L. schmitti foram mais abundantes nos 5 m e 15 m. A atual instrução normativa protege parcialmente as categorias reprodutivas e juvenis dessas espécies, principalmente F. subtilis. Portanto, sugere-se a adequação dos perí­­odos de defeso para as épocas de reprodução e recrutamento de F. subtilis, uma vez que a área estipulada pelo IBAMA já protege as demais espécies ao longo do ano.

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Publicado

2017-09-25

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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