Importí­¢ncia do rotí­­fero como alimento no desenvolvimento larval do caranguejo-uçá

Autores

  • Rodrigo Matos de SOUZA Universidade Federal do Esp-­­rito Santo, Departamento de Oceanografia e Ecologia, Base Oceanográfica, Laboratório de Cultivo de Organismos Marinhos
  • Renato Rodrigues NETO Universidade Federal do Esp-­­rito Santo, Departamento de Oceanografia e Ecologia
  • Luiz Fernando LOUREIRO FERNANDES Universidade Federal do Esp-­­rito Santo, Departamento de Oceanografia e Ecologia

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2017v43n2p185

Palavras-chave:

Ucides cordatus, larvicultura, alimentação, qualidade

Resumo

O objetivo deste trabalho foi verificar os efeitos da exclusão de rotí­­fero e sua substituição por ração no desenvolvimento, crescimento e sobrevivência de larvas do caranguejo-uçá (Ucides cordatus). As larvas foram cultivadas individualmente e submetidas a seis tratamentos (T1 a T5 e TR), com 50 réplicas, de zoea (Z1 a Z5) até o estágio de megalopa (M). A alimentação foi composta por náuplios de artêmia e microalgas em todos os tratamentos. O rotí­­fero foi introduzido também como alimento de T1 a T5, exceto em TR, em que a ração comercial microparticulada foi administrada como alimento. O rotí­­fero foi então fornecido nos tratamentos T1-Z1, T2-Z2, T3-Z3, T4-Z4 e T5-Z5 e posteriormente excluí­­do. A baixa sobrevivência com reduzido número de megalopas, observada em TR, aponta que a substituição de rotí­­fero por ração não é uma alternativa viável. A exclusão do rotí­­fero pode ser realizada após a mudança para Z2, mantendo o fornecimento de náuplios de artêmia e microalgas, sem impactar no crescimento, sobrevivência e resistência ao estresse, assegurando megalopas com qualidade para repovoamentos e reduzindo, consequentemente, o manejo e custos envolvidos na produção.

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Publicado

2017-06-15

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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