Biologia populacional do peixe pedra, Genyatremus luteus (Bloch, 1790), na costa amazônica brasileira

Autores

  • Suélly Cristina Pereira FERNANDES Laboratório de Bioecologia Pesqueira. Instituto de Estudos Costeiros -  IECOS- Universidade Federal do Pará http://orcid.org/0000-0001-7254-5219 (não autenticado)
  • Luciano de Jesus Gomes PEREIRA Laboratório de Bioecologia Pesqueira. Instituto de Estudos Costeiros -  IECOS- Universidade Federal do Pará
  • Mayra Sousa do NASCIMENTO Laboratório de Bioecologia Pesqueira. Instituto de Estudos Costeiros -  IECOS- Universidade Federal do Pará
  • Carlos Eduardo Rangel de ANDRADE Laboratório de Pesca e Navegação- Universidade Federal do Pará http://orcid.org/0000-0003-2973-6364 (não autenticado)
  • Bianca BENTES Laboratório de Pesca e Navegação- Universidade Federal do Pará

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2017v43n4p527

Palavras-chave:

Haemulidae, estrutura populacional, crescimento relativo, variáveis abióticas, estuário amazônico

Resumo

Genyatremus luteus é uma espécie de peixe de importí­¢ncia comercial no estado do Pará. Neste estudo foi investigada a biologia populacional de G. luteus em um estuário da Amazônia Oriental. Para tanto, realizaram-se coletas de exemplares da espécie no Furo Grande, no perí­­odo de outubro de 2012 a outubro de 2013, mensalmente, com rede de emalhar tipo block-net. Em laboratório, dos indiví­­duos foram aferidos os comprimentos total, padrão e da cabeça e a altura, além de ser registrado o peso úmido. Após incisão ventral e retirada das gônadas, macroscopicamente, definiu-se o estádio gonadal das fêmeas e dos machos. Foram capturados 460 indiví­­duos cujos tamanhos e pesos variaram entre 4,50 e 21,40 cm e 1,36 e 148,26 g. As frequências relativas das fêmeas e dos machos foram diferentes do esperado de 1:1 (x2: 8,90; p<0,01), diferindo significativamente por sexo e classe de tamanho (p<0,01). As médias de tamanho (CT) apresentaram diferenças significativas em relação ao sexo (F=22,71; p<0,01), mês (F=35,80; p<0,01), perí­­odo sazonal (F=6,03; p<0,01), estádio gonadal (F=29,77; p<0,01) e estádio gonadal por perí­­odo sazonal (F=2,37; p<0,05). O peso úmido não diferiu estatisticamente por estádio gonadal, perí­­odo sazonal e sexo. O diagrama de ordenação demonstrou que a turbidez da água foi a variável que respondeu pela maior variabilidade dos dados (total de 97%). Os espécimes capturados neste estudo são pequenos em tamanho e peso e reprodutivamente imaturos, com maior ocorrência de fêmeas e em maior número no perí­­odo seco.

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Publicado

2017-12-15

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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