A EXPLORAÇÃO PESQUEIRA DA PESCADA-AMARELA NA COSTA DE SÃO PAULO, SUDESTE DO BRASIL

Autores

  • Rodrigo Silvestre MARTINS Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista, Instituto do Mar, Laboratório de Ciências da Pesca (LabPESCA)
  • Julia Garcia ALVARES Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista, Instituto do Mar, Laboratório de Ciências da Pesca (LabPESCA)
  • Bruno Leite MOURATO Universidade Federal de São Paulo, Campus Baixada Santista, Instituto do Mar, Laboratório de Ciências da Pesca (LabPESCA)
  • Antônio Olinto Ávila da SILVA Instituto de Pesca, APTA/SSA, Centro Avançado APTA do Pescado Marinho, http://orcid.org/0000-0001-6864-5778 (não autenticado)
  • Gastão César Cyrino BASTOS Instituto de Pesca, APTA/SSA, Centro Avançado APTA do Pescado Marinho,

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.3.489

Palavras-chave:

recursos demersais, LPUE, pescaria, artes de pesca, produção pesqueira, Sciaenidae

Resumo

A pescada-amarela Cynoscion acoupa (Lacepí­¨de, 1801) é um cianí­­deo demersal costeiro de grande porte que apresenta importí­¢ncia social e econômica ao longo de toda a costa brasileira. Entretanto, há pouca informação sobre a espécie em termos biológicos e pesqueiros, principalmente no sudeste do Brasil. Dentro desse contexto, o presente estudo procurou avaliar a produção pesqueira da espécie na costa de São Paulo (23°22’í 25°18’S) a partir de dados estatí­­sticos de domí­­nio público coletados entre 1998 e 2016. A pescaria da pescada-amarela no estado ocorre em escala industrial e artesanal, e emprega pelo menos 22 tipos de artes de pesca. O arrasto de parelhas foi o mais importante produtor durante o perí­­odo estudado, apresentando um declí­­nio abrupto nos desembarques a partir de 2007, devido a implementação de Áreas Marinhas Protegidas na costa paulista, que baniu a pesca de arrasto em profundidades menores que 26 metros. Os desembarques de pescada-amarela são relativamente baixos em comparação a outros peixes demersais capturados apesar dos altos preços de varejo cobrados para a espécie nos mercados e restaurantes regionais.

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Publicado

2019-09-02

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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