Participação da fisiografia local na composição dos atributos e estratégias de pesca no sul do Brasil
Palavras-chave:
peixes, arrasto, emalhe, pesca artesanal, equipamentos de pescaResumo
Por análise comparativa entre sete comunidades que realizam pesca de pequena escala no litoral sul do Brasil, testou-se a hipótese de que as condições de acesso das embarcações pesqueiras aos portos e locais de guarda influenciam o tipo de pesca praticada e, por conseguinte, o pescado capturado. As informações foram obtidas de 2001 a 2006 por observações diretas, entrevistas com pescadores e monitoramentos de desembarque. As comunidades foram separadas em dois grupos: "protegidas" como estuários e enseadas, dotadas de formações físicas que atenuam a energia do oceano; e "expostas" praias desprovidas de redutores da energia das ondas. As "protegidas†foram comparadas com as "expostas†quanto í frota pesqueira e utilização dos equipamentos ao longo do ano. As embarcações foram classificadas em cinco categorias, e cada uma destas foi analisada segundo os tipos de comunidade e equipamento associados. Treze equipamentos de pesca foram registrados e, a eles, 87 tipos de pescados foram associados. Tal ocorrência de pescados por equipamento e estação do ano distinguiu seis grupos "equipamentos, estaçãoâ€Â. Concluiu-se que, na região de estudo, a fisiografia local efetivamente influencia os tipos de embarcações utilizadas na pesca, entretanto, não os equipamentos e, por isso, tampouco os tipos de recursos explotados, ou seja, o porte das embarcações não é o único determinante na busca dos pescados; comunidades com fisiografia e frotas diferentes podem apresentar alvos em comum.







