ETUDE COMPARATIVE DE LASTRATEGIE DE REPRODUCTION DU GADON (Rutilus rutilus L.) ET DU GOUJON (Gobio gobio L.) SOUS DES CONDITIONS THERMIQUES CONTROLÉES. RELATION ENTRE LA TEMPÉRATURE ET L` OVOGENÉSE

Autores

  • Roger BEELEN Laboratoire de Pisciculture Marcel Huet - Unité des Eaux et Forets - Université Catholique de Louvain
  • Jacques RINCHARD Unité d'Ecologie des Eaux Douces - Facultés Universitaires Notre-Dame de la Paix
  • Patrick KESTEMONT Unité d'Ecologie des Eaux Douces - Facultés Universitaires Notre-Dame de la Paix http://orcid.org/0000-0002-0682-2844 (não autenticado)
  • Jean-Claude MICHA Unité d'Ecologie des Eaux Douces - Facultés Universitaires Notre-Dame de la Paix
  • Patrícia Mendes GUIMARÃES Departamento de Zootecnia, Centro de Ciências Agrárias, Universidade Federal da Para-­­ba

Palavras-chave:

estresse, temperatura, hormônio, reprodução, cipriní­­deos

Resumo

Foi estudado o efeito de resfriamentos controlados sobre a ovogênese de Rutilus rutilus (L.), peixe de desova única e Gobio gobio (L.), peixe de desova parcelada. Os principais esteróides sexuais [testosterona (T), 17β-estradiol (E2) e 17âˆÂ-hidroxi-20 β-dihidroprogesterona (17âˆÂ,20 β-P] foram dosados e as concentrações obtidas, colocadas em relação ao estágio de maturação gonadal de cada indiví­­duo. Em Rutilus rutilus, os ní­­veis plasmáticos médios de T, E2 e (17âˆÂ,20 β-P) obtidos foram baixos, os extremos sendo respectivamente: 0,29-0,58 ng/mL; 0,16-0,32 ng/mL e 1,28-11,27 ng/mL. A análise histológica revelou que os ovários dos peixes examinados estavam fortemente atingidos de atresia pré-ovulatória. Em Gobio gobio, os ní­­veis de E2 (0,05 a 1,23 ng/mL) presentes durante todo o experimento, demonstraram uma atividade vitelogênica prolongada. A testosterona seguiu bem o perfil do E2, os ní­­veis médios encontrados sendo de 0,99 a 2,10 ng/mL. A 17âˆÂ,20β-P apresentou uma evolução progressiva contrária í­Â  do E2. Picos de 17âˆÂ,20 β-P puderam ser relacionados com as variações de temperatura, apesar de estes serem suaves, entre 0,66 e 4,41 ng/mL. A análise histológica revelou uma importante variação individual, em que algumas fêmeas apresentavam grandes quantidades de ovócitos vitelogênicos, outras haviam desovado, algumas se preparavam para nova desova e outras entravam em fase de recuperação.

Publicado

2018-10-25

Edição

Seção

Artigo cientí­fico