O uso de praguicidas nas pisciculturas e pesqueiros situados na bacia do rio Mogi-Guaçu

Autores

  • Ricardo LUVIZOTTO-SANTOS Programa de Pós-Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental. Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo http://orcid.org/0000-0002-3828-8930 (não autenticado)
  • Márcia Noélia ELER Núcleo de Estudos em Ambientes Aquáticos, Centro de Recursos H-­­dricos e Ecologia Aplicada, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo
  • Evaldo Luiz Gaeta ESPÍNDOLA Núcleo de Estudos em Ambientes Aquáticos, Centro de Recursos H-­­dricos e Ecologia Aplicada, Escola de Engenharia de São Carlos, Universidade de São Paulo
  • Eny Maria VIEIRA Grupo de Quí­­mica Anal-­­tica Aplicada a Medicamentos e Ecossistemas. Instituto de Quí­­mica de São Carlos, Universidade de São Paulo

Palavras-chave:

diclorvós, diflubenzuron, paration metí­­lico, tilápia, triclorfon, triflumuron

Resumo

O uso de praguicidas vem sendo a principal forma de combater os ectoparasitas que ameaçam a produtividade aquí­­cola. O uso indiscriminado destas substí­¢ncias pode ocasionar danos aos ecossistemas aquáticos que recebem os efluentes dos tanques, comprometendo a qualidade ambiental, além de representar risco aos consumidores. Com o objetivo de avaliar o uso de praguicidas nas atividades aquí­­colas inseridas na bacia hidrográfica do Rio Mogi Guaçu, uma série de entrevistas foram realizadas junto aos proprietários de pesqueiros e/ou pisciculturas. De um total de 89 empreendimentos, cerca de 40% admitiram ter usado praguicidas durante as práticas de manejo nos últimos anos, sendo que os mais utilizados foram os inseticidas diflubenzuron, paration metí­­lico, triclorfon e triflumuron. Além das entrevistas, foram realizadas coletas em três empreendimentos localizados no Municí­­pio de Socorro, SP (sub-bacia do Rio do Peixe), cujos responsáveis admitiram ter usado praguicidas nos tanques. Não foram detectados resí­­duos dos inseticidas diflubenzuron, paration metí­­lico e diclorvós em nenhuma das amostras de água, sedimentos e peixes coletadas em duas épocas distintas do ano (baixa e alta temporada de pesca). O fato de não terem sido detectados resí­­duos dos principais inseticidas nestas amostras corrobora a afirmação dos proprietários de que não têm utilizado praguicidas recentemente nas práticas de manejo dos tanques. Mesmo assim, a falta de critérios na utilização destes compostos e os potenciais riscos decorrentes destas práticas são discutidos no texto.

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Publicado

2018-11-05

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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