Efeito da temperatura da água na fase inicial de vida e na proporção sexual do jundiá

Autores

  • Roberta SULIS-COSTA Centro Interdisciplinario de Ciencias Marinas, Instituto Politécnico Nacional
  • Jhon Edison JIMENEZ Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce, Departamento de Aquicultura, Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Marcos WEINGARTNER Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce, Departamento de Aquicultura, Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC
  • Alex Pires de Oliveira NUÑER Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce, Departamento de Aquicultura, Universidade Federal de Santa Catarina-UFSC http://orcid.org/0000-0002-4682-3307 (não autenticado)

Palavras-chave:

fertilização, incubação, larvicultura, Siluriformes, Rhamdia quelen

Resumo

Avaliou-se o desenvolvimento de jundiás Rhamdia quelen submetidos a diferentes temperaturas (19, 24 e 29°C) nas fases de fertilização, incubação e larvicultura (fase 1); na fase de alevinagem (fase 2), determinou-se a proporção sexual dos peixes quando mantidos em temperatura constante. Na fase 1 foram avaliadas a sobrevivência, o peso e o comprimento total, sendo que, durante a larvicultura, as unidades experimentais utilizadas foram aquários plásticos de 7 L, estocados com 20 larvas L-1. Na fase 2 foram utilizados tanques circulares de 80 L conectados a um sistema de recirculação de água, estocados com 60 juvenis. Mensalmente foi verificada a sobrevivência, o peso, o comprimento total, o consumo, a conversão alimentar aparente (CAA) e a taxa de crescimento especí­­fico (TCE) e, ao final do experimento, a proporção sexual dos juvenis. A sobrevivência foi menor (P<0,05) na temperatura mais baixa durante a fase 1 e manteve-se a mesma até o final da fase 2. Não houve influência da temperatura sobre o peso final dos animais (P>0,05) nas duas fases, porém o comprimento das larvas criadas na temperatura mais baixa foi menor ao final da fase 1 (19°C: 1,78 ± 0,39 cm; 24°C: 2,32 ± 0,33 cm; 29°C: 2,49 ± 0,56 cm), assim como dos juvenis na fase 2 (19°C: 7,42 ± 0,91 cm; 24°C: 8,28 ± 0,96 cm; 29°C: 8,56 ± 0,95 cm), enquanto o consumo, a CAA e a TCE apresentaram melhor resposta com o aumento da temperatura. O número de machos produzidos foi superior ao de fêmeas, porém a proporção sexual não foi afetada pela temperatura.

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Publicado

2018-11-13

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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