Elementos-traço na água e em peixes de cursos de água tropicais no Brasil central
DOI:
https://doi.org/10.20950/1678-2305.2016v42n3p500Palavras-chave:
guildas tróficas, bioacumulação, bioconcentração, detritívoros, omnívorosResumo
Objetivou-se comparar as concentrações dos elementos-traço encontrados em amostras de água (cádmio, cobre, manganês, chumbo e zinco) de dez sub-bacias e tecido muscular (alumínio, ferro, manganês, chumbo e zinco) de peixes pertencentes a seis guildas tróficas, ambas as amostras coletadas em cursos de água do alto rio Tocantins, Goiás, Brasil Central. As concentrações dos metais traços da água não diferiram entre sub-bacias, exceto para Cu e Mn que ultrapassaram estas indicadas pela legislação ambiental brasileira. As maiores concentrações (Al, Fe, Mn, Pb e Zn) foram encontradas nos peixes detritívoros, onívoros e insetívoros terrestres, enquanto que os invertívoros aquáticos apresentaram as menores concentrações, não se observou correlação entre as concentrações de Mn, Pb e Zn na água e nos peixes. Isto sugere que as características hidrológicas e químicas dos cursos de água amostrados influenciam de maneira semelhante a disponibilidade de elementos-traço na coluna de água. As diferenças de concentrações dos elementos-traço observadas entre as guildas tróficas não apresentam uma tendência com base na estratégia de alimentação dos peixes, mas relacionada í disponibilidade do elemento-traço no ambiente, resultado reforçado pela ausência de relação entre a concentração dos elementos-traço da água e do tecido muscular dos peixes.







