VARIAÇÃO SAZONAL DE INFECÇÃO POR Kudoa sp. (MYXOZOA) EM BAGRES NA REGIÃO AMAZÔNICA BRASILEIRA

Autores

  • João Lauro Figueiredo dos Santos Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais da Universidade Federal Rural da Amazônia / 3Laboratório de Pesquisa Carlos Azevedo, Instituto de Saúde e Produção Animal, Universidade Federal Rural da Amazônia
  • Jacqueline Pompeu Abrunhosa Laboratório de Aquicultura Tropical, Instituto Socioambiental e dos Recursos H-­­dricos http://orcid.org/0000-0003-4789-4665 (não autenticado)
  • José Ledamir Sindeaux-Neto Laboratório de Pesquisa Carlos Azevedo, Instituto de Saúde e Produção Animal, Universidade Federal Rural da Amazônia
  • Elideth Pacheco Monteiro Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais da Universidade Federal Rural da Amazônia / 3Laboratório de Pesquisa Carlos Azevedo, Instituto de Saúde e Produção Animal, Universidade Federal Rural da Amazônia
  • Edilson Rodrigues Matos Laboratório de Pesquisa Carlos Azevedo, Instituto de Saúde e Produção Animal, Universidade Federal Rural da Amazônia

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.2.449

Resumo

Os mixosporí­­dios do gênero Kudoa são causadores de mioliquefação pós-morte em pescado e apresentam potencial zoonótico. O presente trabalho apresenta infecção por Kudoa sp. em musculatura esquelética em duas espécies de bagres, Cathorops spixii (Agassiz, 1829) and Cathorops agassizii (Eigenmann & Eigenmann, 1888) capturados em estuário amazônico, destacando aspectos morfológicos do esporo e a influência da sazonalidade em sua ocorrência. No estuário do Municí­­pio de Vigia de Nazaré, Pará, Brasil, foram capturados 160 espécimes de Cathorops sp. no perí­­odo de março de 2015 a agosto de 2016 em coletas mensais. Os exemplares foram transportados até o laboratório, utilizando lupa e microscópio de luz. Constatada a presença de parasito na musculatura, pequenos fragmentos do tecido foram retirados para processamento histológico e coloração por Hematoxilina-Eosina, Ziehl-Neelsen, May Grunwald-Giemsa e Gomori. Os pseudocistos encontravam-se dentro das fibras musculares e os esporos apresentavam forma estrelada com extremidades prolongadas, com 4 cápsulas polares de formato piriforme/arredondadas de tamanhos iguais. Durante os meses que apresentaram maiores í­­ndices pluviométricos, não foi observada infecção parasitária, entretanto, nos meses com menor í­­ndice pluviométrico, a taxa de infecção foi de 100%, dados que sugerem influência da salinidade nos aspectos ecológicos e infecciosos do parasito, identificado pelos dados morfológicos como pertencente ao gênero Kudoa.

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Publicado

2019-04-03

Edição

Seção

Artigo cientí­fico