EFEITO DA MISTURA DE POLÍMEROS NO DESENVOLVIMENTO DE BIOPLÁSTICO A PARTIR DE RESÍDUOS DE PEIXE

Autores

  • Eleda Maria Paixão Xavier Neves Universidade Federal do Pará -  UFPA, Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Laboratório de Produtos de Origem Animal,
  • Rayanne Rocha Pereira Universidade Federal do Pará -  UFPA, Programa de Pós-graduação em Inovação Farmacêutica, Laboratório P&D Farmacêutico e Cosmético,
  • Glauce Vasconcelos da Silva Pereira Universidade Federal do Pará -  UFPA, Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Laboratório de Produtos de Origem Animal
  • Gleice Vasconcelos da Silva Pereira Universidade Federal do Pará -  UFPA, Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Laboratório de Produtos de Origem Animal,
  • Lorena Limão Vieira Universidade Federal do Pará -  UFPA, Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Laboratório de Produtos de Origem Animal
  • Lúcia de Fátima Henriques Lourenço Universidade Federal do Pará -  UFPA, Programa de Pós-graduação em Ciência e Tecnologia de Alimentos, Laboratório de Produtos de Origem Animal,

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.4.518

Palavras-chave:

blended films, fish gelatin, fish myofibrillar protein, technological properties

Resumo

A bioconversão de proteí­­nas de subprodutos da indústria pesqueira em bioplástico possibilita a valorização do material biológico, reduzindo a produção de descarte e consequentemente, de impactos ambientais negativos do uso de embalagens sintéticas. O objetivo deste trabalho foi misturar gelatina e proteí­­nas miofibrilares de pescada gó (Macrodon ancylodon) com intuito de desenvolver filmes biodegradáveis com propriedades tecnológicas aprimoradas. As propriedades dos filmes de mistura foram comparadas com as de filmes dos polí­­meros individuais. A espectroscopia de infravermelho com transformada de Fourier revelou boa compatilidade quí­­mica entre gelatina e proteí­­nas miofibrilares na formação do filme de mistura. A interação entre os polí­­meros foi conduzida por ligações de hidrogênio, formando pelí­­cula coesa e reforçada. Os filmes de mistura além de apresentarem os menores valores de permeabilidade ao vapor de água e solubilidade, também foram transparentes e, termicamente resistentes. Assim a mistura entre gelatina e proteí­­nas miofibrilares possibilitou a formação de pelí­­culas biodegradáveis com propriedades tecnológicas superiores í­Â s produzidas com os polí­­meros separados.

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Publicado

2019-12-03

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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