Avaliação do impacto de um cultivo de ostras sobre o ambiente bentônico
Palavras-chave:
aquicultura, estuário, Nematoda, bivalve, enriquecimento orgí¢nicoResumo
A ostreicultura tem se destacado nos estuários do nordeste do Brasil e é considerada menos prejudicial ao ambiente que outros cultivos, devido ao hábito alimentar filtrador das ostras, porém há uma lacuna no conhecimento a respeito dos seus impactos. Para que esta atividade continue ocorrendo de forma sustentável deve-se utilizar parí¢metros que detectem e quantifiquem os impactos ambientais, minimizando riscos e/ou danos causados aos ecossistemas costeiros. O presente trabalho teve como objetivo avaliar alterações ambientais associadas í presença de uma ostreicultura no estuário do Rio São Francisco, através da observação de mudanças na estrutura da comunidade de Nematoda. Foram delimitados dois transectos: um abaixo do cultivo (CULTIVO) e outro a 10 m de distí¢ncia do cultivo (CONTROLE). Nos transectos foram coletadas amostras em três pontos, cada uma com três réplicas, para o estudo da nematofauna, e mensurados os parí¢metros: temperatura, salinidade, pH e oxigênio dissolvido na água, granulometria, teor de matéria orgí¢nica e concentração de pigmentos nos sedimentos. Foram aplicadas análises estatísticas uni e multivariadas, tais como índices de diversidade e equitatividade, teste T, ordenação (MDS) e testes de similaridade. Não foram encontradas diferenças significativas entre os valores dos parí¢metros ambientais medidos nos dois transectos. Quanto í densidade e diversidade da nematofauna, seus valores a 10 m de distí¢ncia do cultivo (CONTROLE), respectivamente 2.086 ind 10 cm-2 e 0,8, foram significativamente superiores aos registrados abaixo do cultivo (CULTIVO): 776 ind 10 cm-2 e 0,7, respectivamente, não sendo afetada a estrutura trófica do ambiente. O impacto da ostreicultura foi considerado moderado.







