Variação temporal de cladóceros marinhos em uma região estuarina de Ubatuba, SP, Brasil

Autores

  • Maria Helena de Arruda LEME Universidade Paulista (UNIP), Instituto de Ciências e Saúde, Campus São José dos Campos http://orcid.org/0000-0001-7890-522X (não autenticado)
  • Patrícia DELLA DELLA POSTA Universidade de Taubaté (UNITAU), Programa de Pós-Graduação em Ciências Ambientais

Palavras-chave:

zooplí­¢ncton, Branchiopoda, distribuição temporal, estuário, variáveis abióticas

Resumo

A influência da temperatura, salinidade, pH e oxigênio dissolvido na distribuição temporal dos cladóceros marinhos foi analisada na foz do estuário do Rio Escuro, em Ubatuba, SP. Amostragens próximo í­Â  zona de arrebentação foram realizadas no perí­­odo de junho de 2004 a julho de 2005. O cladócero Penilia avirostris (Dana, 1852) foi a espécie dominante e ocorreu ao longo de todo perí­­odo amostral. As espécies Pseudevadne tergestina (Claus, 1877) e Pleopis polyphemoides (Leuckart, 1859) foram as menos frequentes, esta última, com ocorrência principalmente no inverno. A espécie P. avirostris apresentou correlação negativa com o oxigênio dissolvido, provavelmente uma resposta indireta í­Â  turbulência da água no local de estudo. Pleopis polyphemoides apresentou correlação negativa com a temperatura da água e positiva com a salinidade e o pH. Pseudevadne tergestina esteve associada apenas a altas salinidades. Os resultados indicam que, dentre as espécies amostradas, P. avirostris é a mais tolerante í­Â s oscilações das variáveis ambientais locais e que o principal fator limitante í­Â  sua entrada no estuário é a turbulência das águas próximo í­Â  zona de arrebentação. Maiores abundí­¢ncias de P. tergestina e P. polyphemoides dependem de salinidades mais elevadas no estuário, e baixas temperaturas são bons indicadores da ocorrência de P. polyphemoides.

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Publicado

2018-07-13

Edição

Seção

Artigo cientí­fico