Aportes ao conhecimento da biologia e da pesca do camarão-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri Heller, 1862) no litoral do Estado de São Paulo, Brasil

Autores

  • Roberto da Graça-Lopes Pesquisador Cientí­­fico do Instituto de Pesca/APTA/SAA / Centro Avançado de Pesquisa Tecnológica do Agronegócio do Pescado Marinho/Instituto de Pesca
  • Edison Pereira dos Santos Pesquisador Cientí­­fico do Instituto de Pesca/APTA/SAA / Docente aposentado da Universidade de São Paulo
  • Evandro Severino-Rodrigues Pesquisador Cientí­­fico do Instituto de Pesca/APTA/SAA http://orcid.org/0000-0002-7034-9641 (não autenticado)
  • Francisco Manoel de Souza Braga Docente da Universidade Estadual Paulista
  • Aboré Puzzi Pesquisador Cientí­­fico do Instituto de Pesca/APTA/SAA

Palavras-chave:

Xiphopenaeus kroyeri, camarão-sete-barbas, pesca-de-arrasto-de-fundo, pesca camaroeira, biologia pesqueira

Resumo

O camarão-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri) é uma das principais espécies alvo das capturas no litoral paulista, apresentando releví­¢ncia econômica e social. Este estudo sobre a biologia e a pesca da espécie baseia-se em dados obtidos da Cooperativa Mista de Pesca Nipo-Brasileira, sediada no Municí­­pio de Guarujá·, sendo as análises baseadas nas propostas de SANTOS (1978, 1992, 1995, 1996). Constatou-se que: os barcos da frota industrial que atuam na captura desse crustáceo podem ser divididos em pelo menos duas categorias - grandes e pequenos, com os barcos grandes possuindo, em média, uma eficiência do esforço de pesca cerca de quatro vezes superior í­Â quela dos barcos pequenos; o pico de produção por unidade de esforço (Y/f), que ocorre em maio, deve-se ao recrutamento para a pesca, e o de outubro, a concentrações populacionais para reprodução; o defeso no perí­­odo março - abril é prejudicial í­Â  pesca de X. kroyeri; a plataforma continental estreita pode explicar por que a espécie não ocorre além do centro do litoral catarinense ou no litoral norte do Rio de Janeiro. Obtiveram-se os parí­¢metros necessários í­Â  função de rendimento sustentável: idade mí­­nima de captura (tm) = 0,67 ano; idade de primeira reprodução (tr) = 1 ano; idade de recrutamento coincidente com a idade mí­­nima de captura (tR = tm); M (coeficiente de mortalidade natural) = 0,6; R* (taxa máxima de recrutamento) = 4; h (parí­¢metro de homeostase) = 0,00065; e q (coeficiente de capturabilidade) = 0,0030, para unidade de esforço = 1.000 horas de arrasto. A produção máxima sustentável (Yms) foi estimada, para o litoral paulista, em 6.986 t, com um esforço (fmy) de 354.000 horas de arrasto, rendimento máximo (médio) sustentável de 19,7 kg/h, e esforço crí­­tico populacional (fCP) de 1.200.000 horas de arrasto.

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Publicado

2018-10-30

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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