O papel da modernidade no rompimento da tradição: As polí­­ticas da SEAP como dissolução do modo de vida da pesca artesanal

Autores

  • Sandro Augusto Teixeira de Mendonça Sociólogo, Doutorando do Programa de Ciências da Engenharia Ambiental da EESC/USP
  • Norma Felicidade Lopes da Silva Valencio Docente do Depto de Ciências Sociais da UFSCar e Professora Colaboradora do Programa de Pós Graduação em Ciências da Engenharia Ambiental/EESC-USP http://orcid.org/0000-0003-1855-3458 (não autenticado)

Palavras-chave:

Modernidade Tardia, Modo de Vida da Pesca, Pesca Artesanal, Polí­­ticas Públicas de Pesca, Sociologia Ambiental, Tradição, Modernidade

Resumo

Neste artigo foi realizada uma análise sociológica das polí­­ticas públicas relativas í­Â  pesca, cujo objetivo busca transformar o valor tradicional da pesca artesanal em um valor superável pela modernidade. Tais polí­­ticas fomentam novos significados, relações e tecnologias para o setor pesqueiro através de um modelo de modernização da pesca que não considera o saber e o fazer tradicional. Para tanto, realizou-se uma análise sociológica, no contexto da Modernidade Tardia, como suporte da interpretação de pesquisa documental de registros e discursos oficiais da SEAP. Modernidade e tradicionalidade foram examinadas como categorias essenciais para o entendimento da supressão dos meios e modos de vida da tradição, como da pesca artesanal, no escopo das polí­­ticas formuladas para o setor pesqueiro no Brasil. O estudo conclui que existe grande distí­¢ncia entre o discurso e a prática das polí­­ticas anunciadas pela SEAP em 2003 e indica como o projeto de modernização da pesca em curso supera o valor da tradicionalidade da pesca artesanal.

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Publicado

2018-10-31

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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