Aeromonas hydrophila em Rhamdia quelen: aspectos macro e microscópico das lesões e perfil de resistência a antimicrobianos

Autores

  • Leonardo José Gil BARCELLOS Professores do Curso de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, RS http://orcid.org/0000-0002-4637-3377 (não autenticado)
  • Luiz Carlos KREUTZ Professores do Curso de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, RS http://orcid.org/0000-0002-7685-7401 (não autenticado)
  • Laura Beatriz RODRIGUES Professores do Curso de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, RS
  • Luciana Ruschel dos SANTOS Professores do Curso de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, RS http://orcid.org/0000-0002-9771-7264 (não autenticado)
  • Adriana Costa da MOTTA Professores do Curso de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, RS
  • Filipe RITTER Acadêmicos do Curso de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, RS
  • Alexandra Calliari BEDIN Acadêmicos do Curso de Medicina Veterinária da Universidade de Passo Fundo, RS
  • Leonardo Bolognesi da SILVA Médico Veterinário, Mestrando CPG Zootecnia -  UFRGS

Palavras-chave:

aeromonose, bacterioses, jundiá, ictiopatologia

Resumo

Com a intensificação da piscicultura no Rio Grande do Sul verificou-se o aumento da incidência e severidade de várias doenças, entre elas a bacteriose causada por Aeromonas hydrophila com surtos associados com alterações das condições ambientais e/ou fatores estressantes. Amostras de jundiás (Rhamdia quelen) com suspeita de infecção por A. hydrophila foram encaminhadas ao LDPI-UPF (Laboratório de Diagnóstico e Pesquisa em Ictiopatologia da Universidade de Passo Fundo). As culturas foram sugestivas de Aeromonas sp. e confirmadas bioquimicamente como A. hydrophila. As lesões iniciaram-se com ulceração do pedúnculo caudal, evoluindo para descamação cutí­¢nea, formando-se lesões ulcerativas no corpo e barbilhões com exposição de musculatura. Microscopicamente, as principais alterações foram degeneração, necrose, hiperplasia, infiltrado mononuclear e presença de colônias bacterianas. Quanto í­Â  sensibilidade bacteriana aos antibióticos, os resultados indicaram que 100% das amostras isoladas foram sensí­­veis a nitrofurantoí­­na, norfloxacina, tetraciclina, ampicilina e gentamicina e 93,75% ao cloranfenicol, polimixina B, kanamicina, sulfonamidas e neomicina. A doxiciclina teve 81,25% das amostras sensí­­veis e 18,75% com sensibilidade intermediária, a cefoxitina, 75% das amostras sensí­­veis, 18,75% intermediárias e 6,25 resistentes, enquanto a eritromicina demonstrou 50% de amostras sensí­­veis, 31,25% intermediárias e 18,75% resistentes. Os dados reforçam a necessidade de realização de antibiogramas a cada nova ocorrência clí­­nica da enfermidade para conhecimento do perfil de resistência da bactéria e efetividade de eventuais tratamentos, quando recomendados.

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Publicado

2018-11-03

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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