O uso de praguicidas nas pisciculturas e pesqueiros situados na bacia do rio Mogi-Guaçu
Palavras-chave:
diclorvós, diflubenzuron, paration metílico, tilápia, triclorfon, triflumuronResumo
O uso de praguicidas vem sendo a principal forma de combater os ectoparasitas que ameaçam a produtividade aquícola. O uso indiscriminado destas substí¢ncias pode ocasionar danos aos ecossistemas aquáticos que recebem os efluentes dos tanques, comprometendo a qualidade ambiental, além de representar risco aos consumidores. Com o objetivo de avaliar o uso de praguicidas nas atividades aquícolas inseridas na bacia hidrográfica do Rio Mogi Guaçu, uma série de entrevistas foram realizadas junto aos proprietários de pesqueiros e/ou pisciculturas. De um total de 89 empreendimentos, cerca de 40% admitiram ter usado praguicidas durante as práticas de manejo nos últimos anos, sendo que os mais utilizados foram os inseticidas diflubenzuron, paration metílico, triclorfon e triflumuron. Além das entrevistas, foram realizadas coletas em três empreendimentos localizados no Município de Socorro, SP (sub-bacia do Rio do Peixe), cujos responsáveis admitiram ter usado praguicidas nos tanques. Não foram detectados resíduos dos inseticidas diflubenzuron, paration metílico e diclorvós em nenhuma das amostras de água, sedimentos e peixes coletadas em duas épocas distintas do ano (baixa e alta temporada de pesca). O fato de não terem sido detectados resíduos dos principais inseticidas nestas amostras corrobora a afirmação dos proprietários de que não têm utilizado praguicidas recentemente nas práticas de manejo dos tanques. Mesmo assim, a falta de critérios na utilização destes compostos e os potenciais riscos decorrentes destas práticas são discutidos no texto.







