Análise ecotoxicológica em viveiro de carcinicultura de água doce, utilizando o cladócero Ceriodaphnia dubia como organismo-teste

Autores

  • Luis Eugenio Bittencourt MOREIRA Programa de Pós -  Graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto de Pesca -  APTA -  SAA -  SP
  • Julio Vicente LOMBARDI Pesquisador Cientí­­fico do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Recursos H-­­dricos -  Laboratório de Ecotoxicologia Aquática - Instituto de Pesca -  APTA -  SAA -  SP
  • Cacilda Thais Janson MERCANTE Pesquisador Cientí­­fico do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Recursos H-­­dricos -  Laboratório de Ecotoxicologia Aquática - Instituto de Pesca -  APTA -  SAA -  SP http://orcid.org/0000-0002-5591-8383 (não autenticado)
  • Renata BAZANTE-YAMAGUISHI Programa de Pós -  Graduação em Aquicultura e Pesca do Instituto de Pesca -  APTA -  SAA -  SP

Palavras-chave:

carcinicultura, Ceriodaphnia dúbia, ecotoxicologia, efluente, Macrobrachium rosenbergii

Resumo

Devido ao aumento do consumo e í­Â  diminuição dos estoques pesqueiros, a aquicultura sofreu um grande incremento nos últimos anos. A produção do camarão de água doce Macrobrachium rosenbergii cresceu com a utilização de sistemas intensivos, que geram mais matéria orgí­¢nica, podendo levar í­Â  eutrofização do ambiente. Atualmente, a atividade precisa ser sustentável do ponto de vista econômico, social e ambiental. Neste sentido, a resolução CONAMA 357, de 2005, propõe a utilização de ensaios ecotoxicológicos para o controle da qualidade de efluentes lançados nos corpos hí­­dricos. O objetivo do presente trabalho foi realizar ensaios ecotoxicológicos em amostras de água provenientes da atividade de carcinicultura de água doce, utilizando o cladócero Ceriodaphnia dubia como organismo-teste. As amostragens foram realizadas, mensalmente, durante seis meses, em um empreendimento de cultivo do camarão de água doce Macrobrachium rosenbergii. Os pontos de amostragem foram distribuí­­dos de forma a cobrir todo o fluxo hí­­drico, ou seja, desde o abastecimento do sistema (afluente), passando pelo viveiro de cultivo, pelo efluente e por seu lançamento no corpo receptor. Todos os pontos de amostragem apresentaram resultados de toxicidade (aguda ou crônica). A diluição do efluente, considerando-se uma média de todas as coletas, apresentou CENO de 50%, CEO de 100% e CI50:168h de 56,62%. As variáveis fí­­sicas e quí­­micas foram também analisadas e comparadas com os resultados de toxicidade.

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Publicado

2018-11-06

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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