Crescimento do caranguejo Dilocarcinus pagei Stimpson, 1861 (Crustacea, Brachyura, Trichodactylidae) na represa Barra Mansa, Mendonça, SP

Autores

Palavras-chave:

caranguejos dulcí­­colas, Decapoda, população, reprodução, ecologia

Resumo

O objetivo do estudo foi determinar as curvas de crescimento em comprimento de Dilocarcinus pagei Stimpson, 1861, na Represa Barra Mansa, Mendonça, SP, (21°14’27â€ÂS e 49°56’28â€ÂW), fornecendo informações sobre o tamanho máximo atingido, longevidade e taxa de crescimento de machos e fêmeas, relacionando estes resultados com a biologia reprodutiva da espécie. Foram analisados 1.340 exemplares, dentre os quais 804 machos e 536 fêmeas, no perí­­odo de julho/2005 a junho/2007, os quais foram mensurados quanto í­Â  maior largura da carapaça (LC), com o uso de paquí­­metro de precisão. O crescimento individual foi avaliado pelo método da distribuição em classes de tamanho (LC), trimestralmente agrupados em classes de 5 mm (LC), e analisados pelo programa FISAT. Os componentes normais foram decompostos pelo método de Bhattacharya e confirmados pela rotina NORMSEP, que forneceu as médias e desvios-padrão. As médias foram unidas, caracterizando o crescimento nos trimestres e definindo as coortes etárias. As curvas obtidas para machos e fêmeas, respectivamente, foram: LC = 55,36[1-eí 0,68 (t+0,056871)], LC = 63,65[1-eí 0,73 (t+0,045956)]. As fêmeas apresentaram taxa de crescimento e tamanho máximo maior que os machos, provavelmente pela necessidade de maior espaço para o desenvolvimento das gônadas para disponibilizar maior número de indiví­­duos reprodutivos em menor tempo. As análises das coortes etárias mostram perí­­odo reprodutivo sazonal, com o pulso de recrutamento ocorrendo na primavera.

 

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Publicado

2018-11-07

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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