O camarão sete-barbas na Bahia: aspectos da sua pesca e biologia

Autores

  • Erminda da Conceição Guerreiro COUTO Professora Titular. Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Ciências Biológicas
  • Fernanda Jordão GUIMARÃES Bolsista PósDoc FAPESB, Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Ciências Biológicas
  • Carlos Alexandre Malta OLIVEIRA Discente do Programa de Pós-Graduação em Sistemas Aquáticos Tropicais -  N-­­vel Mestrado. Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Ciências Biológicas
  • Ricardo O'Reilly VASQUES Mestre em Zoologia. Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Ciências Biológicas
  • Joselene Badú de Brito Santos LOPES Mestre em Sistemas Aquáticos Tropicais. Universidade Estadual de Santa Cruz, Departamento de Ciências Biológicas

Palavras-chave:

Xiphopenaeus kroyeri, produção pesqueira, maturidade sexual, recrutamento, perí­­odo reprodutivo

Resumo

A atividade pesqueira na Bahia apresenta grande importí­¢ncia econômica, sendo basicamente artesanal. A pesca de arrasto é realizada desde a década de 1970 e, entre os recursos explorados, o camarão-sete-barbas (Xiphopenaeus kroyeri) é o mais importante. Foram analisados os dados de sua produção pesqueira (2001 e 2007) e apresentados aspectos de sua biologia para o litoral sul (LS) e extremo sul (LES). Para avaliação da produção pesqueira foram compilados os dados dos Boletins Estatí­­sticos do CEPENE/IBAMA; para os aspectos biológicos foram utilizados dados gerados entre os anos de 2003/2005 e 2010/2011 para a costa de Ilhéus (LS) e entre 2004/2009 para a RESEX Corumbau (LES). A espécie representou metade dos camarões capturados, embora a composição não tenha sido homogênea ao longo da costa, podendo representar até 90% das pescarias no litoral sul e extremo sul. Em Ilhéus foi observado declí­­nio significativo da CPUE média entre o primeiro (2,60 ± 2,40 kg h-1) e o segundo perí­­odo (0,73 ± 1,41 kg h-1), sendo o valor registrado na RESEX Corumbau cerca de quatro vezes superior (9,96 ± 8,29 kg h-1). Em ambos os locais, as menores capturas ocorreram no verão, sendo os perí­­odos reprodutivo e de recrutamento contí­­nuos. Estes resultados podem ser resposta í­Â s diferentes estratégias de exploração, sugerindo soprepesca. Propomos que seja padronizada a metodologia utilizada para o levantamento da estatí­­stica pesqueira e mantido o monitoramento pesqueiro por parte dos órgãos responsáveis; que as medidas de manejo atuais sejam reavaliadas e que sejam desenvolvidas polí­­ticas públicas que propiciem o seu gerenciamento adequado.

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Publicado

2018-11-12

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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