Avaliação de rações comerciais nas fases de crescimento e terminação da recria de rã-touro

Autores

  • Alex Casali Zootecnista (UFV), Mestrando em Zootecnia (UFPB)
  • Onofre Moura Professor do Departamento de Tecnologia Rural/CFT/UFPB
  • Samuel Lima Pesquisador visitante (bolsista do CNPq)
  • José Silva Professor do Departamento de Agropecuária/CFT/UFPB http://orcid.org/0000-0001-8605-2829 (não autenticado)

Palavras-chave:

alimentação, análise econômica, í­­ndices de desempenho, metabolização, Rana catesbeiana, ranicultura

Resumo

O trabalho foi realizado com o objetivo de avaliar quatro rações comerciais na alimentação de rã-touro nas fases de crescimento e terminação (pós-metamorfose: 50 a 200 g). As rações eram recomendadas para diferentes espécies ou fases de criação: ração 1=para rãs (inicial); ração 2=para peixes oní­­voros (inicial); ração 3=para trutas (crescimento); ração 4=para trutas (inicial). No primeiro ensaio avaliaram-se a energia metabolizável aparente (EMA) e a matéria seca aparentemente metabolizável (MSAM) das rações, utilizando 128 rãs distribuí­­das em um delineamento em blocos casualizados, com quatro repetições de oito animais por unidade experimental. Dentre as pesquisadas, a ração 4 foi a que apresentou o maior valor de EMA (3.440 kcal/kg) e a ração 2, o menor (2.930 kcal/kg). Não se observou influência da ração no valor de MSAM. No segundo ensaio, avaliação de desempenho e viabilidade econômica, que teve duração de 56 dias, foram utilizadas 320 rãs-touro com peso inicial médio de 51,75 g, distribuí­­das em um delineamento em blocos casualizados, com oito repetições de dez animais por unidade experimental. As rações 1 e 4, que possuí­­am ní­­veis mais elevados de proteí­­na e energia, proporcionaram os melhores desempenho e viabilidade econômica. Os maiores valores numéricos de EE, EMA e MSAM, apresentados pela ração 4, foram decorrentes de seus ingredientes e podem ter influenciado os melhores resultados de conversão alimentar obtidos com o uso dessa ração. O uso de antibiótico na ração de rãs deve ser estudado e pode ter influí­­do nos piores resultados apresentados pela ração 3.

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Publicado

2018-07-19

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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