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A Aquishow Brasil – Encontro de Negócios e Conhecimentos da Piscicultura Nacional, chegou este ano à sua décima edição reunindo, em Santa Fé do Sul, município da região comandada pelo Escritório de Desenvolvimento Rural de Jales, interessados na cadeia produtiva da aquicultura para ouvir e discutir os mais diversos assuntos voltados a todos os elos da cadeia. “O evento tem se tornado a cada ano mais tecnológico, com o objetivo de aperfeiçoar as práticas de produção e seu desenvolvimento sustentável, além de aproximar os produtores das novas tecnologias de cultivo em taques-rede e/ou viveiros escavados”, afirmou Emerson Esteves, presidente da Associação de Piscicultores em Águas Paulistas e da União – Peixe SP.

O governo do Estado de São Paulo esteve presente, representado por um estande do Instituto de Pesca, e pela presença, na abertura, no dia 14 de maio, da secretária-executiva da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, Gabriela Chiste, acompanhada pela coordenadora da Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável (CDRS), Juliana Cardoso, pelo diretor do Instituto de Pesca, Vander Bruno dos Santos, pelo coordenador da Coordenadoria de Defesa, Eduardo Soares de Camargo, e pelo dirigente da assessoria técnica da Secretaria de Agricultura e Abastecimento, José Luiz Fontes.

Gabriela Chiste, em sua apresentação, falou sobre a importância da cadeia produtiva para o Estado de São Paulo, a qual se encontra em segundo lugar na produção nacional de peixes de cultivo, acrescentando que “a preocupação do governo é a produção de alimentos saudáveis que atendam às demandas dos consumidores (São Paulo é o maior consumidor de pescados)”; para isso, salientou o trabalho desenvolvido pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária estadual e do Instituto de Pesca. “São Paulo tem a vantagem competitiva por ser um grande produtor de pescado, detentor de tecnologias de ponta e ser o maior consumidor. Hoje, não utilizamos nem 1% da capacidade produtiva, então podemos crescer. As câmaras setoriais, os institutos e as coordenadorias estaduais estão dedicados  a proporcionarem tecnologia e inovação para nos tornarmos também os maiores produtores de pescado”, afirmou Gabriela Chiste, que na ocasião representou o secretário de Agricultura e Abastecimento, Gustavo Junqueira, e o governador do Estado de São Paulo, João Dória.

Juliana Cardoso, coordenadora da CDRS, confirmou a missão da extensão rural de levar capacitação e tecnologia aos produtores e acrescentou “ter certeza de que o incremento de 5% na produção de pescados em São Paulo no último ano teve a ver com essa missão de entender, captar conhecimento e difundir para os produtores”.

O piscicultor Henrique Junqueira, de Ilha Solteira, é um dos quem vêm acompanhando e desfrutando do sucesso do evento. Participa desde o primeiro, quando decidiu investir em piscicultura, começando com 18 tanques-rede instalados em áreas adjacentes à represa. Hoje, é tesoureiro da Peixe SP e grande incentivador da atividade. “Apesar de eu continuar com áreas de cultivo de cana, venho investindo na atividade, que tem um grande potencial de crescimento. Nove anos depois do primeiro investimento, hoje tenho 120 tanques-rede instalados na represa e mais seis tanques escavados fazendo desde a recria até a engorda”. A produção atual é de 60 toneladas/mês, ainda pouco segundo Henrique, que comercializa seu pescado na própria região. Em Santa Fé do Sul, são encontrados todos os elos da cadeia, da produção de alevinos até a oferta de produtos prontos para consumo. “É um grande mercado”, afirma Henrique Junqueira.

Inicialmente organizado pela Prefeitura de Santa Fé do Sul, com o apoio da extensão rural do Estado de São Paulo (atual Coordenadoria de Desenvolvimento Rural Sustentável – CDRS, vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo), o evento tomou proporções nacionais e vem apresentando processos cada vez mais automatizados, primando pela qualidade, excelência e diversidade dos produtos. Ao completar 10 anos, o Aquishow contou com a participação de 16 Estados da União, que se mobilizaram para conhecer as novidades e também com a participação internacional do Chile entre os expositores. O público esperado nos quatro dias de evento (de 14 a 17 de maio) é de cerca de três mil visitantes, com expectativa de movimentar, durante o evento, cerca de R$ 15 milhões em volume de negócios. No ano passado, o volume foi de R$ 10 milhões. Porém, os organizadores acreditam que no pós-venda possa chegar em torno de R$ 60 milhões em volume de negócios.

Por Graça D'Áuria