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A abertura do evento ABRAPOA 30 ANOS, em comemoração aos 30 anos da Associação Brasileira de Patologistas de Organismos Aquáticos, iniciou com o agradecimento do Dr. Ricardo Takemoto, Presidente da ABRAPOA, a todos os presentes, e destacou o significado deste aniversário ser comemorado no Parque da Água Branca, uma vez que a associação foi fundada no Instituto de Pesca, da Agência Paulista de Tecnologia do Agronegócio, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo.

Compondo a mesa, a Dra. Maria José Paiva, Pesquisadora Científica do Instituto de Pesca, lançou o livro Biotecnologia e sanidade de organismos aquáticos, do qual é autora junto a outros cientistas. O Diretor do Instituto de Pesca, Vander Bruno, apresentou o cenário atual do setor de Pesca e Aquicultura e agradeceu a participação de todos os presentes, da Coordenadoria de Defesa Agropecuária e do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), além das demais autoridades que vieram prestigiar o evento. Por fim, o Superintendente Dr. Esequiel Liuson, do MAPA, agradeceu o convite e declarou sua satisfação em poder estar junto a pessoas que têm tanto significado para sua formação acadêmica e profissional.

Sanidade em foco

O painel da manhã teve como tema a Acantocefalose e a sustentabilidade da cadeia produtiva do tambaqui no norte do país, apresentado pelo Dr. Maurício Martins, da Universidade Federal de Santa Catarina, Dr. Fernando Ferreira, da Universidade Federal de São Paulo e Dra. Gabriela Jerônimo, da Universidade Federal do Amazonas, que apresentaram dados e informações sobre as pesquisas realizadas acerca deste relevante tema, destacando-se o aumento de ocorrência da parasitose na região Norte.

À tarde o primeiro painel foi aberto pelo Dr. Henrique Cesar Figueiredo, Professor da Universidade Federal de Minas Gerais, que deu a fala inicial ao ilustre cientista Dr. Win Surachetpong, da Kasetsart University, da Tailândia, que de forma bastante esclarecedora apresentou o histórico, o cenário atual e as ações de identificação e combate à Tilapia Lake virus, doença do vírus da tilápia do lago (TiLV), associada a altas taxas de mortalidade em tilápias cultivadas e selvagens, que, se não combatida, pode ameaçar a indústria mundial da espécie.

O tema também fez parte da fala da Dra. Valéria Stacchini, do MAPA, que apresentou as principais ações de manutenção do Brasil como país isento do agente TiLV e de prevenção de sua entrada em território brasileiro, destacando a existência de um Plano de Contingência, que deve ser conhecido por todos os órgãos, pesquisadores e envolvidos do setor. Tais desafios foram reforçados pelo Dr. Eduardo Ono, da Comissão Nacional de Aquicultura, que enfatizou a necessidade de fortalecer o determinado no Programa Aquicultura com Sanidade e no Plano Forma Jovem Segura.

O painel sobre Tecnologias ômicas na pesquisa em sanidade de animais aquáticos foi composto pelos professores Dr. Rafael Diego da Rosa, da Universidade Federal de Santa Catarina; Dr. Guilherme Tavares, da Universidade Nilton Lins e Dr. Felipe Pereira do Centro Universitário Avantis que apresentaram significativas informações sobre estatísticas da Aquicultura no país e as tecnologias na pesquisa em sanidade de animais aquáticos.

Vacinação de peixes e Relações patógenos-hospedeiros serão os temas do segundo dia do evento, que também contará com sessão de pôsteres de pesquisas realizadas no setor.

 

Por Gabriela Souza 

Foto: Thaiane Muniz

CECOM - Centro de Comunicação

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