A cada um real investido, trabalhos devolvem R$12,20 para a sociedade

 

A Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, por meio da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA), apresentou um balanço social relativo ao biênio 2016/2017, em que mede os impactos econômicos, sociais e ambientais de seus trabalhos.

Em sua última edição, publicada em 2018, os dados mostraram que a cada R$ 1,00 investido, a APTA retornou R$ 12,20 para a sociedade, na forma de soluções para os segmentos agropecuários, geração de empregos e oportunidades, valor agropecuário e produtos com mais qualidade. 

Neste mesmo período, o orçamento da APTA foi de R$ 596 milhões. As tecnologoias desenvolvidas a partir disso geraram um impacto de R$ 10,9 bilhões, um retorno social 18,2 vezes superior ao investimento. 

Pesquisa ininterrupta. Com 132 anos de história, o Instituto Agronômico de Campinas (IAC) é uma das primeiras instituições de ciência do Brasil e um dos mais importantes institutos de pesquisa agrícola do mundo.

Fazem parte da estrutura de pesquisa da APTA o Instituto de Zootecnia (IZ-APTA), com 113 anos, Instituto Biológico (IB-APTA), com 91 anos, Instituto de Economia Agrícola (IEA-APTA), com 76 anos, Instituto de Tecnologia de Alimentos (ITAL-APTA), com 55 anos, e Instituto de Pesca (IP-APTA), com 50 anos. "Juntas, essas instituições somam 517 anos de pesquisa agropecuária. São Paulo é privilegiado por abrigar institutos com essa tradição, que contribuíram e muito para o sucesso e relevância do agro brasileiro, mas que apesar de centenários, se mostram modernos e atuais, desenvolvendo estudos com impacto não só no Brasil, mas também no exterior", afirma o coordenador da APTA, Antonio Batista Filho.

Inovação tecnológica.  Com uma das legislações mais avançadas, o Estado de São Paulo incentiva a parceria entre institutos públicos de pesquisa e a iniciativa privada a fim de alavancar a inovação tecnológica. O decreto estadual nº 62.817, de outubro de 2017, por exemplo, formam um novo arcabouço legal que desburocratiza, incentiva e deixa claras as regras para a relação entre os Institutos e o setor privado.

Tal medida tem permitido o avanço da área nos Institutos de pesquisa da APTA, ligados à Secretaria de Agricultura. Desde que foi estabelecida, em 2016, a Rede NIT-APTA já depositou 15 pedidos de patente depositados em titularidade, 2 patentes concedidas em titularidade, 1 patente concedida em cotitularidade, 12 pedidos de patente depositados em cotitularidade, teve concedido 4 registro de software em titularidade, 1 registro de software em cotitularidade e 3 registros de marca e conquistou 1contrato de licenciamento de tecnologia.

A nova legislação permite, ainda, que empresas que apoiaram o desenvolvimento da tecnologia possam explorar seus ganhos econômicos com exclusividade. "A nova legislação permite uma relação de ganha a ganha, em que ganha os institutos de pesquisa, os cientistas, as empresas privadas, o setor produtivo e toda a sociedade", afirma Batista Filho.

Análises. As unidades de pesquisa da APTA também prestam serviços para os agricultores, pecuaristas, centrais de inseminação e órgãos como o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Os Institutos de Pesquisa da APTA tem mais 220 normas laboratoriais acreditadas pela norma ISO/IEC 17025, relacionada à qualidade, fundamentais para a exportação e importação de produtos pelo País e se configura como  a instituição líder neste quesito. Em 2018, as unidades da APTA realizaram 370 mil análises laboratoriais, o que representa 1.013 análises, em média, por dia!

Fonte: SAA, adaptado pela equipe feed&food.

 

 

Fonte: feed&food, Julho/2019 (https://www.feedfood.com.br)

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