Uma das atrações da instituição é a Caça ao Tesouro, realizada com grupos de até 30 crianças de idades entre 6 e 12 anos

Para estimular a interação, a curiosidade e o aprendizado das crianças, o Museu de Pesca, localizado em Santos, no litoral do Estado, usa o celular como um aliado na visitação das atrações. Grupos de até 30 crianças, com idades entre 6 e 12 anos, podem participar da nova atração Caça ao Tesouro.

Na atividade, os pequenos são estimulados a utilizar a tecnologia QR Code para descobrir respostas das pistas espalhadas em todo o museu e conhecer mais sobre a biodiversidade, sustentabilidade e biologia marinha. Vale destacar que a atração necessita de agendamento prévio para participação.

O Museu de Pesca é um espaço de divulgação científica e cultural da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado e é mantido pelo Instituto de Pesca (IP), instituição referência no Brasil no desenvolvimento de pesquisas relacionadas à pesca, aquicultura e conservação ambiental.

O local é uma das principais atrações turísticas da cidade de Santos, recebendo cerca de 50 mil visitantes por ano, e possui certificado de excelência pelo site de viagens TripAdvisor, selo concedido a locais que possuem alta quantidade e frequência de avaliações “excelente” pelos viajantes.

O público que opta por participar da Caça ao Tesouro é recepcionado por monitores do museu, que explicam sobre a visita e orientam como deve ser feito o download do aplicativo gratuito de leitura de QR Code, um código de barras que pode ser escaneado por celulares e tablets, com o uso de aplicativo, e que leva o internauta ao blog da instituição com informações complementares.

Monitoria

O Museu de Pesca oferece wi-fi grátis a todos os frequentadores. Durante a visita, os monitores estimulam o grupo a responder perguntas relacionadas às atrações. Quando as crianças desconhecem as respostas, são convidadas a procurar pistas nas salas e verificar as informações disponibilizadas nos QR Codes espalhados no local.

“A ideia é estimular que as crianças interajam com as atrações do museu e fixem os conhecimentos disponibilizados. Em um mundo cada vez mais conectado, é inevitável que a relação tecnologia e educação estejam próximas”, salienta Thais Moron, pesquisadora do IP e responsável pelo Museu de Pesca.

“O celular, antes malvisto no ambiente escolar, vem ocupando espaços maiores em ambientes de aprendizagem. A pesquisa TIC Educação, realizada pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação, mostra que, em 2016, 52% das escolas utilizavam o aparelho nas atividades com os alunos”, enfatiza a pesquisadora.

A atividade conta com apoio da Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola (Fundag). Segundo Thais Moron, cerca de 70% do acervo do museu, formado por mais de mil peças, possuem QR Code. “O objetivo é oferecer para o visitante de forma atrativa, rápida e fácil informações que sedimentem a importância da preservação ambiental e estimulem a sustentabilidade pela correta utilização dos recursos naturais”, diz a pesquisadora.

Novidades

O Museu de Pesca também oferece novos espaços e atrações para os visitantes, como as oficinas de xilogravuras, nas quais as crianças utilizam como base placas de isopor com gravuras do artista plástico Alexandre Huber, parceiro da instituição. As oficinas ocorrem às quintas-feiras, das 14h às 17h.

O local também passou a contar com o espaço Cantinho da Leitura, em que são disponibilizados livros com a temática ambiental, e o espaço Desenhos para Colorir da Trupe do Museu, com personagens lúdicos como o capitão, arraia, tartaruga e tubarões. As atividades não precisam de agendamento e acontecem de quarta-feira a domingo, das 10h às 17h.

Missão

O Museu de Pesca tem a missão de divulgar as ações de pesquisa do Instituto de Pesca e destacar a importância da preservação do ambiente e da vida aquática, promovendo a educação ambiental. No local, são desenvolvidas atividades educativas não formais, com o intuito de promover a preservação ambiental, estimular a sustentabilidade pela correta utilização dos recursos naturais, marinhos e continentais, além de promover a aquicultura sustentável.

Uma das principais atrações é a ossada da baleia Balaenoptera physalus, conhecida pelos visitantes como Fin, com 23 metros de comprimento, 193 ossos e sete toneladas. O Museu conta com a Sala dos Tubarões, com espécies taxidermizadas (técnica de conservação de animais mortos), e a Sala Submergir, espaço interativo com exposição do projeto “Petrechos de Pesca Perdidos no Mar”.

Também integram a instituição a Ala Lúdica, sob a forma de cenário representando os quatro ecossistemas marinhos do litoral de São Paulo, como o manguezal, praia arenosa, costão rochoso e fundo do mar, a Sala do Barco, simulando um convés, e a Sala das Areias e Conchas, com conchas e areias coletadas em vários pontos do Brasil e do mundo, além do Quarto do Capitão, espaço lúdico que simular os aposentos de um barco.

O acervo também conta com peças biológicas taxidermizadas: uma raia manta, de 4,4 metros e uma lula gigante, única em exposição no mundo, com cinco metros de comprimento e que pesa 91 quilos, além de leão e lobo marinho.

 

 

Fonte: Portal do Governo do Estado de São Paulo, Outubro/2019 (http://www.saopaulo.sp.gov.br)

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