Resistência antimicrobiana em cepas de Escherichia coli isoladas de pescado marinho comercializado na feira livre do Mucuripe - Fortaleza-CE, Brasil

Autores

Palavras-chave:

pargo, cavala, qualidade sanitária, bactéria resistente

Resumo

Os micro-organismos presentes nos ambientes de captura de pescados e na cadeia produtiva de alimentos acarretam risco de transmissão de doenças e transferência de genes de resistência a antimicrobianos entre as bactérias. O objetivo deste trabalho foi caracterizar a resistência antimicrobiana de 79 cepas de Escherichia coli isoladas de 12 amostras de pescado marinho, sendo (6) de pargo Lutjanus purpureus e (6) de cavala Scomberomorus cavala, comercializados na feira livre do Mucuripe, na cidade de Fortaleza, CE. As cepas de E. coli foram analisadas quanto í­Â  suscetibilidade (20 antimicrobianos) e foi feita a "cura†plasmidial. Os resultados sugerem que as espécies de cavala e pargo comercializadas em feiras livres da cidade de Fortaleza podem atuar como reservatórios de E. coli resistentes í­Â s penicilinas e tetraciclinas. As espécies estudadas apresentaram cepas de E. coli com perfis de multirresistência, indicando que amostras de cavala apresentam bactérias resistentes a quinolonas e fluoquinolonas (32,8%), enquanto as demais indicaram resistência elevada ao cloranfenicol (19.0%) e a sulfonamidas (23.0%). Houve resistência para os inibidores de betalactamases empregados, exceto para amoxicilina/ácido clavulí­¢nico. Além disso, foi constatada a predominí­¢ncia de múltipla resistência potencialmente cromossomial na maioria dos antimicrobianos testados. As espécies de peixe estudadas podem ser disseminadoras dessa mesma enterobactéria, sendo importante, portanto, que ocorra vigilí­¢ncia contí­­nua dos pescados comercializados na feira livre do Mucuripe (Fortaleza).

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Publicado

2018-11-19

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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