Substituição de fontes de proteí­­na animal pelo concentrado proteico de soja para juvenis de tilápia-do-nilo

Autores

  • Natalia Garcia do ESPIRITO SANTO Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Aquicultura, Laboratório de Nutrição de Espécies Aquí­­colas (LABNUTRI)
  • Vitor Augusto Giatti FERNANDES Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Aquicultura, Laboratório de Nutrição de Espécies Aquí­­colas (LABNUTRI) http://orcid.org/0000-0003-2846-6630 (não autenticado)
  • Bruno da Silva PIERRI Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Aquicultura, Laboratório de Nutrição de Espécies Aquí­­colas (LABNUTRI)
  • Débora Machado FRACALOSSI Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Centro de Ciências Agrárias, Departamento de Aquicultura, Laboratório de Nutrição de Espécies Aquí­­colas (LABNUTRI) http://orcid.org/0000-0002-2575-9027 (não autenticado)

Palavras-chave:

nutrição, aquicultura, farinha de peixe, peixe de água doce, Oreochromis niloticus

Resumo

Concentrado proteico de soja (CPS) foi avaliado como substituto dietético das farinhas de peixe e ví­­sceras de aves (FP e FVA) para juvenis de tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus). Os coeficientes de digestibilidade aparente (CDA) da proteí­­na bruta (PB) e matéria seca (MS) foram avaliados com o fornecimento de dieta experimental composta de 69,5% da dieta referência, 30% CPS e 0,5% de óxido de cromo como marcador inerte. O CDA foi de 96,57% para PB e 76,84% para MS. Em ensaio de alimentação, dietas com ní­­veis crescentes de CPS (0, 33, 67 e 100%) foram oferecidas para juvenis de tilápia (10,0 ± 0,18 g) por 60 dias. Ganho de peso diário, taxa de crescimento especí­­fico, retenção proteica, conversão alimentar, composição corporal e histologia hepática não foram afetados (P>0,05) pela substituição. Um segundo ensaio de alimentação comparou crescimento e digestibilidade quando CPS foi suplementado com metionina e treonina (100% CPS + aa, 100% CPS, e 0% CPS). A suplementação resultou em maior ganho de peso diário dos peixes. As dietas 100% e 100% CPS + aa promoveram maiores CDA para proteí­­na que a dieta 0% CPS. No entanto, o CDA para MS foi significativamente maior nos peixes alimentados com 0% CPS quando comparado com 100% CPS. CPS pode substituir FP e FVA em dietas de tilápia-do-nilo sem comprometer o desempenho do crescimento, retenção proteica, composição corporal, histologia hepática e digestibilidade proteica. A suplementação de CPS com aminoácidos limitantes, como metionina e treonina, é aconselhável, pois aumenta o ganho de peso e digestibilidade proteica.

Downloads

Publicado

2018-11-20

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)