Impacto do controle do mexilhão-dourado no custo de produção de tilápia em tanques-rede

Autores

  • Jesaías Ismael da COSTA Universidade Estadual Paulista -  UNESP, Faculdade de Ciência Agrarias e Veterinária, Centro de Aquicultura
  • Maria Inez Espagnoli MARTINS Universidade Estadual Paulista -  UNESP, Faculdade de Ciência Agrarias e Veterinária, Centro de Aquicultura http://orcid.org/0000-0003-1256-1262 (não autenticado)
  • Daercy Maria Monteiro de Rezende AYROZA Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios -  APTA, Instituto de Pesca -  IP, Secretaria de Agricultura e Abastecimento -  SAA, Centro de Pesquisa e Desenvolvimento de Recursos H-­­dricos http://orcid.org/0000-0002-5509-3377 (não autenticado)

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2018.284

Palavras-chave:

impacto econômico, Limnoperna fortunei, piscicultura, reservatório

Resumo

Este trabalho avaliou o impacto econômico do controle do mexilhão-dourado na criação de tilápia-do-nilo em tanques-rede de diferentes volumes e escalas de produção. Foram selecionadas 12 pisciculturas situadas no reservatório Ilha Solteira, no rio Paraná (SP/MS), e em Canoas II e  Chavantes, no rio Paranapanema (SP/PR). As informações de desembolsos e capital necessários para calcular o custo do controle do mexilhão foram obtidas por meio de questionário apresentado aos piscicultores. Foram contabilizados os gastos com mão de obra, manutenção e depreciação da infraestrutura e equipamentos utilizados na limpeza; manutenção e depreciação adicional dos tanques-rede; e energia elétrica ou combustí­­vel gastos em serviços de limpeza. As empresas de grande porte foram as que tiveram os menores custos incrementais, independentemente do volume dos tanques-rede. A depreciação e a manutenção dos tanques-rede foram os fatores que mais impactaram o custo para o controle de mexilhão, a uma taxa média de 69,89%. O menor custo incremental foi observado nas pisciculturas de grande porte (R$ 0,45 kg fish-1), seguido das de médio e pequeno porte (R$ 1,00 kg fish-1). O impacto econômico médio foi de 11,48% (grande porte), 27,25% (médio porte) e 25,81% (pequeno porte). Considerando o volume dos tanques-rede esse impacto variou entre 7,83% em tanques de 108 m3  e 19,22% em tanques de 6 m3 .

 

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Publicado

2018-12-19

Edição

Seção

Nota cientí­­fica

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