PRODUÇÃO DE LOTES MONOSEXOS FEMININOS TRIPLÓIDES DE TRUTA ARCO-ÍRIS, Oncorhynchus mykiss ( PISCES, SALMONIDAE). III í  CRESCIMENTO ATÉ IDADE DE PRIMEIRA MATURAÇÃO SEXUAL

Autores

  • Yara Aiko TABATA Pesquisador Cientí­­fico - Núcleo Experimental de Salmonicultura “Dr. Asc-­¢nio de Faria” - Instituto de Pesca -  SAA http://orcid.org/0000-0002-6528-0416 (não autenticado)
  • Marcos Guilherme RIGOLINO Biólogo, D.Sc
  • Ricardo Yasuichi TSUKAMOTO Pesquisador Cientí­­fico - Núcleo Experimental de Salmonicultura “Dr. Asc-­¢nio de Faria” - Instituto de Pesca -  SAA

Palavras-chave:

truta arco-í­­ris, Oncorhynchus mykiss, grupos 100% fêmeas, triploidia, crescimento, sobrevivência

Resumo

Este trabalho compara o crescimento e a sobrevivência entre lotes monossexo femininos e de sexos mistos de truta arco-í­­ris, Oncorhynchus mykiss, diploides e triploides, cultivados separadamente desde o iní­­cio da alimentação até completarem o primeiro ciclo reprodutivo. Os lotes monossexo femininos foram obtidos usando-se sêmen de fêmeas genotí­­picas masculinizadas com 17âˆÂ-metiltestosterona. A triploidia foi induzida por choque térmico a 28°C, aplicado durante 20 minutos, com iní­­cio 10 minutos após a ativação dos ovos. Ao final da fase I do cultivo (12 meses), os grupos tratados com choque térmico apresentaram maior mortalidade do que os seus respectivos controles. Na fase II do cultivo (do 12º ao 26º mês), a mortalidade foi mais intensa nos grupos diploides, principalmente nos machos. Os diploides, sobretudo os lotes de sexos mistos, cresceram mais rápido do que os triploides até a primeira estação de desova e, depois disso, os triploides, sobretudo os lotes monossexo femininos, foram mais pesados do que os diploides. Externamente, os machos triploides exibiram as caracterí­­sticas sexuais secundárias tí­­picas dos machos sexualmente maduros, enquanto que as fêmeas triploides mantiveram o aspecto de peixe juvenil. Esses resultados desaconselham o emprego de lotes de sexos mistos na produção de triploides e indicam a obtenção de lotes monossexo femininos estéreis, pela associação das técnicas de reversão sexual e de triploidização, nos cultivos direcionados í­Â  produção de trutas de grande porte.

 

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Publicado

2018-10-26

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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