O ordenamento das pescarias de caranguejos-de-profundidade (Chaceon spp.) (Decapoda: Geryonidae) no sul do Brasil

Autores

  • Paulo Ricardo Pezzuto Universidade do Vale do Itaja-­­, Centro de Ciências Tecnológicas, da Terra e do Mar
  • José Angel Alvarez Perez Universidade do Vale do Itaja-­­, Centro de Ciências Tecnológicas, da Terra e do Mar http://orcid.org/0000-0001-6431-5237 (não autenticado)
  • Roberto Wahrlich Universidade do Vale do Itaja-­­, Centro de Ciências Tecnológicas, da Terra e do Mar

Palavras-chave:

caranguejo-vermelho, caranguejo-real, Chaceon notialis, Chaceon ramosae, manejo pesqueiro, avaliação de estoque

Resumo

A pesca de caranguejos-de-profundidade iniciou-se no Brasil em meados da década de 1980 com a operação, durante sete meses, de duas embarcações estrangeiras arrendadas no Sudeste e Sul. No final da década de 1990, a explotação desse recurso foi reiniciada, incentivada por uma polí­­tica de expansão da pesca demersal para águas profundas, implementada pelo então Departamento de Pesca e Aquicultura do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (DPA/MAPA). A partir dessa nova polí­­tica, sobretudo a partir do ano 2000, frotas de espinhel de fundo, covos, arrasto e emalhe-de-fundo iniciaram suas operações de pesca, as quais foram intensivamente monitoradas por observadores de bordo e por sistemas de rastreamento via-satélite gerenciados pelos pesquisadores do CTTMar/UNIVALI. Dentre elas destacam-se as pescarias com covos, voltadas í­Â  captura dos caranguejos vermelho (Chaceon notialis) e real (C. ramosae), cujas primeiras avaliações foram realizadas entre janeiro de 2001 e dezembro de 2002. O presente trabalho apresenta o processo de subsí­­dio cientí­­fico ao ordenamento dessas pescarias, incluindo: a) descrição das fontes de informação utilizadas e da frota atuante; b) diagnóstico das pescarias monitoradas; c) bases gerais adotadas pelos pesquisadores durante a análise das alternativas de manejo; e d) planos de manejo sugeridos para cada espécie em 2002.

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Publicado

2018-10-30

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Seção

Nota cientí­­fica

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