Bioacumulação de mercúrio total em Platanichthys platana (Regan, 1917), um peixe zooplanctívoro invasor no complexo Billings (Alto Tietê, SP)
DOI:
https://doi.org/10.20950/1678-2305.2016v42n3p674Palavras-chave:
zooplí¢ncton, reservatório urbano, métodos analíticos, elemento traço, cadeia trófica, transferência tróficaResumo
Foram quantificados os níveis de Mercúrio (Hg) total na água, na comunidade zooplanctônica e no peixe invasor Platanichthys platana do Complexo Billings, buscando compreender o papel desta espécie na transferência do Hg para níveis tróficos superiores. As coletas foram realizadas em quatro locais com diferentes níveis de eutrofização, em duas épocas do ano (seca e chuvosa) de 2014, tendo sido analisados um total de 93 exemplares. Na época chuvosa, o ponto Rio Grande foi o único a apresentar valores de Hg total na água acima do estabelecido pela legislação (0,004 mg.L-1), enquanto que no zooplí¢ncton, este somente foi detectado no ponto Corpo Central na mesma época. Nos peixes o Hg total observado variou entre 0,04 e 0,29 μg.g-1, com o valor mais elevado registrado no ponto Rio Grande. A Análise de Covarií¢ncia (ANCOVA) indicou uma influência dos pontos de coleta (p=0,000) e do comprimento total (p=0,008) nas concentrações de Hg, sugerindo uma influência das condições ambientais sobre a bioacumulação de Hg total nos peixes. A bem sucedida invasão de P. platana no Complexo Billings sugere que esta espécie pode representar um elemento adicional para a transferência do Hg total para os níveis tróficos superiores.







