EFEITO DA FONTE DE PROTEÍNA E PROBIOTICO SOBRE TRATO INTESTINAL DO CAMARÃO BRANCO PACÍFICO Litopenaeus vannamei

Autores

  • Adolfo JATOBÁ Instituto Federal Catarinense -  IFC, Laboratório de Aquicultura http://orcid.org/0000-0002-9470-4775 (não autenticado)
  • Klayton Natan MORAES Instituto Federal Catarinense -  IFC, Laboratório de Aquicultura
  • Jorge Pedro RODRIGUES-SOARES Instituto Federal Catarinense -  IFC, Laboratório de Aquicultura
  • Gabriel Fernandes Alves JESUS Universidade Federal de Santa Catarina -  UFSC, Departamento de Aquicultura, Laboratório de Camarí­µes Marinhos http://orcid.org/0000-0003-0594-3529 (não autenticado)
  • Felipe Do Nascimento VIEIRA Universidade Federal de Santa Catarina -  UFSC, Departamento de Aquicultura, Laboratório de Camarí­µes Marinhos

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2018.44.4.371

Palavras-chave:

Litopenaeus vannamei, nutrição, microbiota, bactérias ácido-lácticas

Resumo

Este trabalho objetivou avaliar viabilidade da suplementação de duas dietas ao camarão Litopenaeus vannamei com Lactobacillus plantarum. Uma usando farinha de peixe como fonte proteica e outra usando concentrado de proteico de soja, bem como o efeito destas formulações na microbiota intestinal de camarão. Para testar a viabilidade probiótica nas dietas, o número de UFC g-1 foi observado semanalmente ao longo de quatro semanas. A viabilidade de Lactobacillus plantarum em relação aos parí­¢metros fí­­sicos das dietas, incluindo estabilidade, flutuabilidade e expansão, foram testados. O efeito das dietas na microbiota e na morfologia do trato intestinal foi determinado por meio de um experimento fatorial 2x2 (duas dietas, com ou sem suplementação), em triplicata, totalizando 12 unidades experimentais, com cinco animais por unidade, alimentados com 3,5% de biomassa por 17 dias. A concentração de bactérias do ácido láctico diminuiu ao longo do tempo, independentemente da fonte de proteí­­na. A dieta com farinha de peixe como fonte proteica, independente da suplementação probiótica, apresentou boa estabilidade e não se desintegrou após quatro horas. Em contrapartida, dieta com concentrado proteico de soja, suplementado ou não, desintegrou-se entre 2,5 e 3 horas, apresentando baixa estabilidade. Todas as dietas apresentaram flutuabilidade de 0%. A taxa de expansão foi maior nas dietas com concentrado proteico de soja, mas sem influência da suplementação probiótica ou interação entre os fatores. No ensaio in vivo, ambas as dietas suplementadas apresentaram maior contagem de bactérias heterotróficas totais; no entanto, nenhuma diferença na contagem foi observada em dietas com diferentes fontes de proteí­­na. Bactérias ácido-lácticas só foram observadas em dietas suplementadas com probiótico. A histologia do trato intestinal mostrou que todos intestinos tinham células intactas, bem desenvolvidas e organizadas, independentemente da dieta. Assim, L. plantarum, quando combinado com diferentes fontes proteicas, produziu efeitos similares na estrutura e microbiota do camarão marinho Litopenaeus vannamei.

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Publicado

2018-12-26

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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