CAPTURA DE ANí­Å MONAS E POLIQUETAS EM COLETORES ARTIFICIAIS PARA FINS ORNAMENTAIS: EFEITO DA PROFUNDIDADE, DO PERÍODO DE LANí­"¡AMENTO, E TEMPO DE IMERSÃO

Autores

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.2.448

Palavras-chave:

Bunodossoma caissarum, Branchiomma luctuosum, aquarismo, maricultura, assentamento

Resumo

Este trabalho teve como objetivo testar a captura de invertebrados ornamentais em coletores artificiais, comparando diferentes tipos de coletores (verticais e horizontais), perí­­odo de implantação (estações) e tempos de imersão (1 a 8 meses). Os experimentos foram realizados em uma área de cultivo de mexilhões em Caraguatatuba, sudeste do Brasil. Os coletores foram feitos de redes trançadas, medindo 1 m (horizontal) e 2 m de comprimento (vertical). Lotes de 32 coletores foram implantados no mar no inverno e primavera de 2011 e verão e outono de 2012. Metade dos coletores foram posicionados horizontalmente na superfí­­cie do mar e os outros foram posicionados verticalmente, ambos amarrados a uma estrutura flutuante de 50 m de comprimento. Mensalmente, dois coletores verticais e dois coletores horizontais foram removidos de cada lote e examinados para a detecção de invertebrados ornamentais. Duas espécies foram capturadas: a anêmona Bunodosoma caissarumm e o poliqueta Branchiomma luctuosum. A ocorrência de anêmonas foi significativamente maior nos coletores horizontais e menor nos coletores implantados no verão. A ocorrência também foi maior após dois e até cinco meses de imersão. A ocorrência de poliquetas foi significativamente maior nos coletores verticais implantados no outono, sendo maior após sete meses de imersão. Concluí­­mos que o sistema foi tecnicamente viável, mas uma avaliação econômica deve ser feita em estudos posteriores.

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Publicado

2019-03-26

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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