EFICÁCIA DA BENZOCAINA COMO ANESTÉSICO EM DIFERENTES TEMPERATURAS DE ÁGUA PARA JUVENIS DE CURIMBA (Prochilodus lineatus Valenciennes, 1836), UMA ESPÉCIE DE PEIXE NEOTROPICAL

Autores

  • Elias Fernandes de Medeiros JÚNIOR Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas
  • Silvio Akira UEHARA Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ)
  • Thiago Mendes de FREITAS Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ) http://orcid.org/0000-0002-4329-7401 (não autenticado)
  • Nuno Filipe Alves Correia de MELO Universidade Federal Rural da Amazônia, Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais http://orcid.org/0000-0003-4163-4133 (não autenticado)
  • Glauber David Almeida PALHETA Universidade Federal Rural da Amazônia, Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais
  • Rodrigo TAKATA Fundação Instituto de Pesca do Estado do Rio de Janeiro (FIPERJ)/Universidade Federal Rural da Amazônia, Programa de Pós-Graduação em Aquicultura e Recursos Aquáticos Tropicais http://orcid.org/0000-0003-3385-6895 (não autenticado)

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.3.474

Palavras-chave:

anestesia, manejo, piscicultura, indução, recuperação, aquicultura

Resumo

Os anestésicos têm sido usados com frequência na aquicultura para minimizar o estresse durante o manejo. Entretanto, vários fatores podem afetar a eficiência do anestésico. Por exemplo, a temperatura é um dos fatores abióticos que controlam o metabolismo animal e, consequentemente, os efeitos anestésicos. Este estudo teve como objetivo avaliar a eficácia da benzocaí­­na como anestésico em juvenis de curimba Prochilodus lineatus em diferentes temperaturas da água. Juvenis (4,7 ± 1,6 g e comprimento total de 7,4 ± 0,7 cm) foram submetidos í­Â  anestesia nas concentrações de 30, 40, 50, 60, 70 e 80 mg de benzocaí­­na L-1 e temperaturas de 22, 25, 28 e 31 °C. Os efeitos foram avaliados medindose o tempo de indução í­Â  anestesia profunda e cirúrgica, tempo de recuperação, tempo de retorno do apetite e taxa de mortalidade em 96 horas. As maiores temperaturas (25, 28 e 31 °C) proporcionaram menores tempos de indução a anestesia profunda e em 50 mg de benzocaí­­na L-1 o tempo de indução foi entre 2 e 3 min. Juvenis nas temperaturas de 28 e 31 °C apresentaram menor tempo de indução a anestesia cirúrgica nas concentrações variando de 60 a 80 mg L-1. O tempo de recuperação foi superior a 22 ° C em todas as concentrações. O tempo de retorno do apetite ocorreu nas primeiras 24 horas após a anestesia e a taxa de mortalidade após 96 horas foi inferior a 10%. Nestas condições, para anestesia profunda, recomenda-se a concentração de 50 mg L-1 de benzocaí­­na nas temperaturas de 25, 28 e 31 °C e 60 mg L-1 para 22 °C. A anestesia cirúrgica pode ser realizada com 50 mg de benzocaí­­na L-1 nas quatro temperaturas. As diferenças documentadas no presente estudo reforçam a necessidade de adequar a concentração do anestésico í­Â  temperatura da água para as espécies de peixes neotropicais, devendo ser reconsiderada na recomendação para uso em larga escala.

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Publicado

2019-09-03

Edição

Seção

Nota cientí­­fica

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