ADESÃO DE BACTÉRIAS PATOGí­Å NICAS A POLIESTIRENO, PELE E MUCO INTESTINAL DE GILTHEAD SEABREAM, CAPACIDADE INFECCIOSA E SUSCEPTIBILIDADE A ANTIBIÓTICOS

Autores

  • Said Ben Hamed Unidade Laboratorial de Referência de Patologia de Organismos Aquáticos, Instituto de Pesca, Centro de Pesquisa de Aquicultura,
  • Francisco Guardiola University of Murcia, Faculty of Biology, Department of Cell Biology & Histology, Fish Innate Immune System Group,
  • Patricia Morcillo University of Murcia, Faculty of Biology, Department of Cell Biology & Histology, Fish Innate Immune System Group,
  • Pilarga González-Párraga University of Murcia, Faculty of Biology, Department of Cell Biology & Histology, Fish Innate Immune System Group,
  • María José Tavares Ranzani-Paiva Unidade Laboratorial de Referência de Patologia de Organismos Aquáticos, Instituto de Pesca, Centro de Pesquisa de Aquicultura,
  • María Ángeles Esteban University of Murcia, Faculty of Biology, Department of Cell Biology & Histology, Fish Innate Immune System Group,

DOI:

https://doi.org/10.20950/1678-2305.2019.45.4.490

Palavras-chave:

pathogen adhesion, skin mucus, gut mucus, SAF-cell line, antibiotic susceptibility, gilthead seabream (Sparus aurata L.)

Resumo

Estudar o link entre propriedades de adesão, capacidades infecciosas e resistência a antibióticos de bactérias patogênicas pode ajudar a tratar doenças de peixes. A adesão de dez bactérias patogênicas foi testada em placas de microtitulação vazias, revestidas com muco da pele ou do intestino, fixadas com metanol, coradas com 2% de violeta cristal e reveladas pelo modo colorimétrico. A capacidade infecciosa foi realizada expondo a linha celular de fibroblasto de dourada (SAF-1) a 107-108 CFUmL-1 de bactérias patogénicas. A viabilidade celular foi medida 3h, 9h e 20 horas após a infecção. A sensibilidade aos antibióticos foi executada por difusão em disco. Os dados mostram que todas as bactérias testadas aderem ao poliestireno. Para o muco cutí­¢neo, Vibrio harveyi, Vibrio alginolyticus, Halomonas venusta e Aeromonas bivalvium foram moderadamente aderentes. Dietzia maris foi fortemente aderente. Para o muco intestinal, 60% das bactérias testadas eram fracamente aderentes e 40% não aderentes. Para infecção, D. maris, V. harveyi e A. bivalvium diminuí­­ram a viabilidade celular para 89% após apenas 3h. Após 20h, o percentual de viabilidade variou entre 1% e 32%. Todos os isolados apresentaram resistência a 1000 mg mL-1 de sulfonamida, 60% foram resistentes í­Â  sulfonamida e í­Â  penicilina G. Os achados atuais podem ser relevantes na aqüicultura e ressaltam a importí­¢ncia da ligação entre adesão, capacidade infecciosa e suscetibilidade a antibióticos de bactérias patogênicas para evitar doenças em peixes.

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Publicado

2019-12-03

Edição

Seção

Nota cientí­­fica

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