Desempenho produtivo da tilápia tailandesa e da tilápia vermelha da flórida estocadas em diferentes densidades, em tanques-rede instalados em viveiros

Autores

  • Cleide Schmidt Romeiro MAINARDES PINTO APTA - Polo Regional Vale do Para-­­ba
  • Patricia de PAIVA Instituto de Pesca -  APTA
  • José Roberto VERANI Departamento de Hidrobiologia -  UFSCar -  São Carlos -  SP -  Brasil. Bolsista do CNPq
  • João Donato SCORVO FILHO APTA - Polo Regional do Leste Paulista -  Monte Alegre do Sul -  SP -  Brasil
  • Alexandre Livramento da SILVA APTA - Polo Regional Vale do Para-­­ba

Palavras-chave:

Oreochromis niloticus, Oreochromis urolepis hornorum x Oreochromis mossambicus, crescimento em peso, incremento em biomassa, conversão alimentar, fator de condição relativo

Resumo

O experimento testou a viabilidade da utilização de tanques-rede de pequeno volume (1 m³), instalados em viveiros de piscicultura, e avaliou a produtividade das tilápias tailandesa e vermelha da Flórida submetidas a diferentes densidades de estocagem (200, 250 e 300 peixes m-3). Foi conduzido no Setor de Aquicultura do Polo Regional de Desenvolvimento Tecnológico dos Agronegócios - Pindamonhangaba (SP) no perí­­odo de outono/inverno (março a julho). Foram utilizados dois viveiros de 2.400 m2, com vazão de 120 L minuto-1, e, em cada um, colocados seis tanques-rede povoados com alevinos machos, três deles, com tilápia tailandesa (14,3 cm e 53,7 g) e os outros três, com vermelha (14,1 cm e 49,9 g). Após 126 dias de cultivo, somente a tailandesa atingiu peso próximo ao do comercial (500 g). O aumento da densidade de estocagem testada não comprometeu o crescimento das tilápias (P>0,05). Entretanto, entre as duas linhagens, o crescimento, tanto em comprimento quanto em peso das tailandesas, bem como os valores do fator de condição relativo foram significativamente superiores aos das vermelhas (P<0,05). Os valores do peso e da biomassa média final para a tailandesa foram o dobro dos obtidos para a vermelha, sugerindo a inviabilidade de seu cultivo no perí­­odo de outono/inverno no Vale do Paraí­­ba (SP). A conversão alimentar variou de 1,24:1 a 1,50:1 entre as linhagens e as densidades, e a taxa de sobrevivência foi superior a 90% para todos os tratamentos. As variáveis abióticas analisadas, exceto a temperatura, com valor médio de 22,7°C, apresentaram valores adequados í­Â  tilapicultura em tanques-rede.

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Publicado

2018-07-13

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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