Desempenho reprodutivo do pacu, piracanjuba e curimba induzidos com extrato de buserelina

Autores

  • Michelle Sampaio PAULINO Doutorando(a) -  Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias - Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras -  UFLA
  • Aléssio Batista MILIORINI Doutorando(a) -  Programa de Pós-graduação em Ciências Veterinárias - Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras -  UFLA
  • Luis David Solis MURGAS Professor Doutor - Departamento de Medicina Veterinária, Setor de Fisiologia e Farmacologia. Universidade Federal de Lavras (UFLA) http://orcid.org/0000-0002-0066-7505 (não autenticado)
  • Fernando Souza Mendonça de LIMA Mestrando -  Programa de Pós-Graduação em Ciências Veterinária - Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal de Lavras -  UFLA
  • Viviane de Oliveira FELIZARDO Doutoranda -  Programa de Pós-graduação em Zootecnia - Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Lavras -  UFLA

Palavras-chave:

hipófise, GnRH, Piaractus mesopotamicus, Brycon orbygnianus, Prochilodus lineatus, gonadorrelina

Resumo

Os análogos do hormônio liberador de gonadotrofina (GnRHa), como a buserelina, apresentam vantagens em relação í­Â s gonadotrofinas. Considerando-se a ausência de informações a respeito do desempenho reprodutivo de espécies reofí­­licas induzidas com tais hormônios, este trabalho objetivou avaliar o desempenho de reprodutores de pacu (Piaractus mespotamicus), piracanjuba (Brycon orbygnianus) e curimba (Prochilodus lineatus) submetidos ao tratamento com extrato de buserelina (EB). Apenas nas fêmeas foi aplicada uma dose prévia de 0,125 mL kg-1 de peixe. Doze horas após, machos e fêmeas receberam uma dose de 0,25 mL de EB kg-1, seguida de outra dose de 0,75 mL de EB kg-1 após 12 horas. Somente os machos de curimba e piracanjuba espermiaram, apresentando motilidade espermática média superior a 90% e acima de 23 minutos de duração, com porcentual de anormalidades espermáticas inferior a 9%. As fêmeas de pacu, piracanjuba e curimba desovaram, em média, 7,7; 5,2 e 7,8 horas, respectivamente após a última dosagem hormonal, embora somente as fêmeas de curimba tenham apresentado taxas de fertilização acima de 35%. Apesar disso, outras pesquisas devem ser realizadas a fim de aprimorar as dosagens, sais e intervalos de aplicação, além de proporcionar repetitividade e otimização dos resultados.

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Publicado

2018-07-03

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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