Variação temporal da captura comercial do peixe pedra, Genyatremus luteus, desembarcado em um pólo pesqueiro da costa norte do Brasil - Pení­­nsula de Ajuruteua - Bragança - PA

Autores

  • Suélly Cristina Pereira FERNANDES Laboratório de Bioecologia Pesqueira, Instituto de Estudos Costeiros (IECOS), Universidade Federal do Pará (UFPA) http://orcid.org/0000-0001-7254-5219 (não autenticado)
  • Alessandra Batista BENTES Laboratório de Bioecologia Pesqueira, Instituto de Estudos Costeiros (IECOS), Universidade Federal do Pará (UFPA)
  • Luciano de Jesus Gomes PEREIRA Laboratório de Bioecologia Pesqueira, Instituto de Estudos Costeiros (IECOS), Universidade Federal do Pará (UFPA).
  • Mayra Sousa do NASCIMENTO Laboratório de Bioecologia Pesqueira, Instituto de Estudos Costeiros (IECOS), Universidade Federal do Pará (UFPA).
  • Bianca BENTES da Silva Laboratório de Bioecologia Pesqueira, Instituto de Estudos Costeiros (IECOS), Universidade Federal do Pará (UFPA).

Palavras-chave:

Haemulidae, sistema pesqueiro, estuário amazônico

Resumo

A costa Norte do Brasil, que compreende os estados do Amapá, Pará e Maranhão, é caracterizada por ser uma região muito produtiva do ponto de vista pesqueiro. Dentre os recursos capturados, encontra-se a espécie Genyatremus luteus (peixe-pedra). Neste estudo foi analisada a variação sazonal da pesca desta espécie e como o comportamento da precipitação pode influenciar a produção na costa Norte do Brasil. Os dados provenientes das embarcações e desembarques foram obtidos por formulários de catalogação de forma censitária em onze portos de desembarque do municí­­pio de Bragança, no perí­­odo de abril de 2008 a março de 2011, e as informações pluviométricas foram cedidas pelo Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Foram estimados os valores de abundí­¢ncia a partir da captura por unidade de esforço (CPUE). Para a análise dos resultados foram utilizados os programas STASOFT® 10.0 e Microsoft EXCEL 2010. Foram registrados 3.291 desembarques, realizados por 305 embarcações, produzindo um total de 323 t de peixe-pedra. A maior média de produção ocorreu no perí­­odo de transição seco-chuvoso (TSC) (F = 14,5; p<0,01). A CPUE por tipo de barco e perí­­odo sazonal obteve maior significí­¢ncia em barcos de pequeno porte (BPP) no perí­­odo TSC (F = 4,0; p<0,01). As categorias de petrecho de pesca com maior média de produção foram as redes móveis (F = 60,7; p<0,01). A variação sazonal possui grande influência na produtividade da espécie estudada.

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Publicado

2018-07-07

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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