Rendimento de carne do caranguejo-uçá, Ucides cordatus (Linnaeus, 1763) (Crustacea, Brachyura, Ucididae)
Palavras-chave:
biometry, crab, fishery resource, meat extraction, morphology, reproduction, biometria, caranguejo, extração de carne, morfologia, recurso pesqueiro, reproduçãoResumo
Espécimes de Ucides cordatus foram capturados de setembro de 1998 a setembro de 2000 nos manguezais de Iguape, SP, Brasil (24°41’25''S í 47°27’48''O) e analisados por sexo, período biológico (reprodutivo: outubro a março; e não reprodutivo: abril a setembro) e tamanho. O rendimento de carne de cada estrutura corporal e os resíduos foram quantificados. Cada caranguejo foi medido (largura da carapaça) com paquímetro (0,05 mm) e suas estruturas corporais pesadas com balança analítica (0,0001 g). As variáveis biométricas foram previamente testadas (normalidade e homocedasticidade) com indicação de um procedimento estatístico paramétrico (ANOVA) ao nível de 5% de significí¢ncia. Os machos apresentaram maior peso úmido do que as fêmeas, o mesmo ocorrendo quando suas estruturas corporais foram comparadas (p<0,05). O rendimento de carne nos machos foi de 25,4%, pouco acima daquele registrado nas fêmeas (21,1%), sendo a hierarquia de rendimento de carne entre as estruturas corporais muito similar entre os sexos e os períodos biológicos, porém diferindo em relação ao peso dos quelípodes, que foram maiores nos machos. Durante o período reprodutivo, os machos apresentaram maior rendimento de carne de acordo com seu tamanho em relação aos machos do período não reprodutivo, bem como as fêmeas, independentemente do seu período biológico. O rendimento de carne, mais expressivo nos machos, pode ser explicado pelo crescimento alométrico positivo de seus quelípodes logo após a muda da puberdade, quando esta estrutura cresce proporcionalmente mais do que o próprio corpo, representando 40% do peso úmido total neste gênero.







