Ectoparasitos em hí­­brido tambatinga provenientes de piscicultura em tanque-rede no estado do Amapá (Brasil)

Autores

  • Marcos TAVARES-DIAS Embrapa Amapá, Laboratório de Sanidade de Organismos Aquáticos
  • Douglas Anadias PINHEIRO Embrapa Amapá, Laboratório de Sanidade de Organismos Aquáticos
  • Evandro Freitas SANTOS Embrapa Amapá, Laboratório de Sanidade de Organismos Aquáticos
  • Ligia Rigôr NEVES Embrapa Amapá, Laboratório de Sanidade de Organismos Aquáticos

Palavras-chave:

agregação, cultivo, ectoparasitos, peixe de água doce, sanidade

Resumo

Foram avaliadas as infestações parasitárias em hí­­bridos tambatinga (Colossoma macropomum e Piaractus brachypomus) criados em tanque-rede no estado do Amapá, norte do Brasil. A boca, opérculos, brí­¢nquias e trato gastrointestinal de 50 espécimes foram examinados para coleta de protozoários e metazoários. Dos peixes necropsiados, 60% estavam com as brí­¢nquias parasitadas por Ichthyophthirius multifiliis (Ciliophora), Piscinoodinium pillulare (Dinoflagellida) e Mymarothecium boegeri (Monogenoidea). Houve baixa comunidade parasitária, constituí­­da por elevado parasitismo por protozoários e baixo parasitismo por monogenoidea, que ocorreu em 10% dos hospedeiros. Assim, a dominí­¢ncia foi de I. multifiliis e P. pillulare, parasitos que apresentaram dispersão agregada nos hospedeiros. O parasitismo não teve efeito sobre as condições corporais dos hospedeiros, uma vez que o fator de condição relativo (Kn) de peixes parasitados (Kn = 0,999 ± 0,008) e não parasitados (Kn = 1,000 ± 0,018) foi similar, provavelmente devido aos moderados ní­­veis de infestação por ectoparasitos. Este primeiro estudo sobre ní­­veis de infestações parasitárias em hí­­bridos tambatinga do Brasil mostrou baixa riqueza de espécies de parasitos.

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Publicado

2018-07-16

Edição

Seção

Nota cientí­­fica

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