Avaliação de três diferentes métodos para o controle de monogenéticos e Capillaria sp. (Nematoda: Capillariidae) parasitos de acará-bandeira (Pterophyllum scalare, Liechtenstein, 1823)

Autores

  • Rodrigo Yudi Fujimoto Universidade Federal do Pará - Alameda Leandro Ribeiro s/n - Bairro Aldei a - Campus Bragança -  PA
  • Leandro Vendruscolo Centro de Aq-­¼icultura da Unesp - Via Prof. Paulo Donato Castellane, km 05 - Jaboticabal, SP
  • Sergio Henrique Canello Schalch Centro de Aq-­¼icultura da Unesp - Via Prof. Paulo Donato Castellane, km 05 - Jaboticabal, SP
  • Flávio Ruas de Moraes Departamento de Patologia Veterinária - Faculdade de Ciências Agrárias e Veterinárias da Unesp http://orcid.org/0000-0001-6607-8650 (não autenticado)

Palavras-chave:

helmintos, monogenéticos, nematoides, controle, Pterophyllum scalare

Resumo

Neste ensaio foram avaliados três métodos para o controle de helmintos parasitos de alevinos de acará-bandeira (Pterophyllum scalare). Foram utilizados 15 alevinos para a contagem inicial, que apresentaram í­­ndice médio de parasitismo branquial por monogenéticos igual a 50 ± 28 e por nematoides intestinais, igual a 14 ± 9. O delineamento foi inteiramente casualizado (DIC), com quatro tratamentos e 15 repetições para o í­­ndice médio de parasitismo e um DIC de quatro tratamentos e três repetições para o parí­¢metro prevalência. Os tratamentos utilizados foram: T1 - alteração de ambiente, que consistiu na transposição dos peixes de um aquário para outro; T2 - ração contendo 1.000 mg de levamisol/kg+2.000 mg de praziquantel/kg, em associação com troca de aquário; T3 - banho de 24 horas em água formolizada (15 mg de formol/L), em seis aplicações em dias alternados e o mesmo manejo do tratamento T1; e Controle. A análise dos resultados permite inferir que a troca de ambiente e o tratamento com formol promoveram diminuição do número médio de monogenéticos (p < 0,01), porém não se observou diferença significativa quanto í­Â  sua prevalência, demonstrada por sua presença em todos os peixes. Quanto aos nematoides, ocorreu diminuição significativa (p < 0,01) de seu número nos peixes tratados com a ração contendo medicamento, verificando-se também diminuição de sua prevalência nos tratamentos ambiente e ração, indicada pelo fato de alguns peixes não apresentarem o parasito após o tratamento. Assim, é possí­­vel concluir que o tratamento com formol foi eficiente para o controle de monogenéticos, porém o monitoramento é necessário para evitar sua proliferação. O tratamento com ração contendo medicamento foi eficiente para o controle de nematoides, e a troca do ambiente culminou com a redução do parasitismo, indicando que o ciclo de vida do parasito foi interrompido.

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Publicado

2018-10-30

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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