Condições microbiológicas de Tagelus plebeius (LIGHTFOOT, 1786) (Mollusca: Bivalvia: Solecurtidae) e da água no estuário do Rio Ceará, em Fortaleza - CE

Autores

  • Márcia Fernandes de FARIAS Mestre em Ciências Marinhas Tropicais (LABOMAR -  UFC) -
  • Cristina de Almeida ROCHA-BARREIRA Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR -  UFC) http://orcid.org/0000-0001-6742-4770 (não autenticado)
  • Fátima Cristiane Teles de CARVALHO Doutoranda em Ciências Marinhas Tropicais/UFC
  • Camila M. SILVA Doutoranda em Engenharia de Pesca/UFC
  • Eliane M. Falavina dos REIS Instituto Oswaldo Cruz - FIOCRUZ, RJ
  • Renata Albuquerque COSTA Doutoranda em Engenharia de Pesca/UFC -
  • Regine Helena Silva dos Fernandes VIEIRA Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR -  UFC) / Instituto de Ciências do Mar (LABOMAR) http://orcid.org/0000-0001-5768-400X (não autenticado)

Palavras-chave:

bivalve, coliformes termotolerantes, Staphylococcus coagulase positiva, Salmonella

Resumo

A presente pesquisa objetivou estudar a espécie Tagelus plebeius no estuário do Rio Ceará, em Fortaleza í  CE, considerando suas condições microbiológicas. As amostragens foram feitas na estação seca (novembro e dezembro/2006) e na estação chuvosa (março e abril/2007). A quantidade de coliformes termotolerantes (CT) na água e no molusco foi analisada através da técnica dos Tubos Múltiplos, pela estimativa do Número Mais Provável (NMP). No músculo e lí­­quido perivisceral do animal foi analisada a presença de Salmonella spp. e de Staphylococcus coagulase positiva, além dos CT. As amostras de água e dos animais apresentaram valores elevados de NMP para CT/100 mL, principalmente na estação chuvosa. Foram isoladas 22 cepas suspeitas de Salmonella spp., das quais 11 foram confirmadas e pertenciam a três sorovares (S. Bredeney, S. London e S. Muenchen), e uma (1) cepa foi classificada até subespécie: S. enterica subesp. enterica. A presença de Staphylococcus coagulase positiva não foi detectada em nenhuma amostra analisada. Os animais e água do estuário do Rio Ceará estão contaminados com detritos fecais, principalmente na estação chuvosa, comprometendo, assim, a saúde dos consumidores da carne do molusco.

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Publicado

2018-11-08

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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