Proporção sexual do camarão sete-barbas Xiphopenaeus kroyeri na costa de Ilhéus, Bahia, Brasil

Autores

  • Joselene Badú de Brito Santos LOPES Universidade Estadual de Santa Cruz. Departamento de Ciências Biológicas - Laboratório de Oceanografia Biológica
  • Ricardo O'Reilly VASQUES Universidade Estadual de Santa Cruz. Departamento de Ciências Biológicas - Laboratório de Oceanografia Biológica
  • Fernanda Jordão GUIMARÃES Universidade Federal da Para-­­ba. Departamento de Sistemática e Ecologia. Cidade Universitária
  • Maurício CETRA Universidade Estadual de Santa Cruz. Departamento de Ciências Biológicas - Laboratório de Oceanografia Biológica http://orcid.org/0000-0002-3902-0661 (não autenticado)
  • Erminda da Conceição Guerreiro COUTO Universidade Estadual de Santa Cruz. Departamento de Ciências Biológicas - Laboratório de Oceanografia Biológica

Palavras-chave:

pesca de arrasto, abundí­¢ncia, comprimento, variáveis abióticas

Resumo

A pesquisa teve como objetivo realizar um estudo sobre a razão sexual de X. kroyeri nas três principais estações de arrastos locais no litoral de Ilhéus, a fim de buscar informações para um melhor conhecimento da estrutura populacional da espécie. Foram analisadas a proporção sexual mensal e por classe de comprimento total (mm), além de proporção de jovens e adultos no espaço e no tempo. Arrastos mensais, com duração de 30 minutos, foram realizados entre novembro de 2003 e fevereiro de 2005 em três estações de coleta localizadas a 16 m de profundidade. Foram amostrados 19.559 exemplares, sendo 11.291 machos e 8.268 fêmeas. Machos e fêmeas foram agrupados em classes de comprimento total (mm), sendo observada, quase sempre, distribuição unimodal. A amplitude do comprimento total dos machos foi de 20 mm a 110 mm e a das fêmeas, de 20 mm a 140 mm. A proporção sexual foi de 1:1 (í"¡2 = 2,39; p>0,05). Na análise da proporção sexual por classe de tamanho, os machos foram mais frequentes nas classes inferiores a 100 mm e as fêmeas, em 100 e 110 mm. Os juvenis foram presentes em todos os meses, porém houve aumento da abundí­¢ncia nos meses de junho-julho (inverno) e setembro-outubro (primavera). Em relação í­Â s estações, os jovens foram mais abundantes nas áreas do Aeroporto e São Domingos, localizadas próximo aos dois maiores estuários da região. A transparência da água foi a única variável abiótica que apresentou correlação negativa com a abundí­¢ncia capturada.

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Publicado

2018-11-08

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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