Diagnóstico da pesca artesanal na usina hidrelétrica de Machadinho, alto Rio Uruguai - Brasil

Autores

  • Gianfrancisco SCHORK Programa de Pós-Graduação em Aquicultura da Universidade Federal de Santa Catarina -  UFSC. Bolsista CAPES / Pesquisador. Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce -  LAPAD -  UFSC
  • Samara HERMES-SILVA Pesquisador. Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce -  LAPAD - UFSC
  • Luis Fernando BEUX Aquatica Consultoria e Assessoria.
  • Evoy ZANIBONI-FILHO Pesquisador. Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce -  LAPAD - UFSC
  • Alex Pires de Oliveira NUÑER Pesquisador. Laboratório de Biologia e Cultivo de Peixes de Água Doce -  LAPAD -  UFSC http://orcid.org/0000-0002-4682-3307 (não autenticado)

Palavras-chave:

produção pesqueira, recursos pesqueiros, bacia do Prata, pesca de pequena escala, pesca continental

Resumo

O reservatório de Machadinho, formado no ano de 2001, está localizado na região do alto rio Uruguai. Procurando diagnosticar a pesca neste reservatório, assim como a composição ictiofauní­­stica ao longo dos anos após o represamento foram aplicados questionários aos pescadores da região entre os anos de 2003 e 2009. Participaram destes levantamentos 81 pescadores que representam a atividade da pesca neste reservatório, totalizando 1.907 viagens de pesca declaradas ao longo do perí­­odo de amostragem. A análise das pescarias mostrou uma Captura por Unidade de Esforço (CPUE), calculada com base na biomassa de cada morfoespécie registrada por pescador por dia de pesca (kg pescador-1 dia-1), com média anual de 9,60 (± 3,27) kg pescador-1 dia-1, em 2003, e 18,28 (± 8,57) kg pescador-1 dia-1, em 2006, com posterior queda ao longo do tempo, chegando a 8,65 (± 2,92) kg pescador-1 dia-1 em 2009. Vinte e seis morfoespécies foram amostradas durante o perí­­odo de estudo, com destaque em biomassa para jundiá, lambari, mandi, suruvi, carpa, cascudo e traí­­ra, sendo que as três últimas se alternaram como as mais capturadas entre 2003 e 2009. Dentre as espécies migradoras destacaram-se o curimba (Prochilodus lineatus) e o dourado (Salminus brasiliensis), espécies que foram alvo de ações de estocagens experimentais. Os valores de CPUE estimados para o reservatório de Machadinho foram baixos quando comparados aos de outros reservatórios. Esta tendência de depleção pode ser atribuí­­da a processos de sedimentação, remoção pela pesca ou exportação de nutrientes pelo vertedouro.

 

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Publicado

2018-11-10

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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