Incorporação de probióticos na dieta para juvenis de tilápias-do-nilo: parí­¢metros hematológicos, imunológicos e microbiológicos

Autores

  • Ivan Bernardoni NAKANDAKARE Pós-graduação do Instituto de Pesca, APTA/SAA/SP
  • Marina Keiko Pieroni IWASHITA Pós-graduação do Centro de Aquicultura da UNESP - CAUNESP
  • Danielle de Carla DIAS Pós-doutoranda do Instituto de Pesca, APTA/SAA/SP http://orcid.org/0000-0002-8375-5948 (não autenticado)
  • Leonardo TACHIBANA Pesquisadores Cientí­­ficos do Instituto de Pesca, APTA/SAA/SP
  • Maria José Tavares RANZANI-PAIVA Pesquisadores Cientí­­ficos do Instituto de Pesca, APTA/SAA/SP
  • Elizabeth ROMAGOSA Pesquisadores Cientí­­ficos do Instituto de Pesca, APTA/SAA/SP http://orcid.org/0000-0001-5363-4128 (não autenticado)

Palavras-chave:

Bacillus subtilis, Bacillus toyoi, ciclí­­deo, migração de macrófagos

Resumo

Probióticos são, em geral, considerados micro-organismos vivos que, quando administrados em quantidades adequadas, conferem benefí­­cio í­Â  saúde do hospedeiro. O método de processamento da dieta e a forma de inclusão do probiótico podem interferir nos parí­¢metros hematológicos, imunológicos e microbiológicos dos peixes. Objetivou-se estimar os parí­¢metros hematológicos, imunológicos e microbiológicos em juvenis de tilápia-do-nilo, alimentados com probiótico incluí­­do antes e após o processamento de peletização e extrusão da ração. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado, com cinco tratamentos: ração peletizada sem inclusão do probiótico, ração peletizada com inclusão do probiótico antes e após o processamento, ração extrusada sem probiótico e ração extrusada com inclusão do probiótico após o processamento, e cinco réplicas. Duzentos e cinquenta peixes foram distribuí­­dos em 25 aquários (20 L) e alimentados durante 63 dias. A composição sanguí­­nea (séries vermelha e branca) não mostrou diferenças significativas, exceto a concentração de hemoglobina corpuscular média do controle quando comparada í­Â  dos demais tratamentos. A capacidade fagocí­­tica dos animais que receberam a dieta extrusada suplementada com probiótico foi significativamente superior, entretanto, para o í­­ndice fagocí­­tico, não ocorreram diferenças entre os tratamentos. Os peixes alimentados com dieta extrusada mostraram melhora na imunidade inespecí­­fica. As bactérias probióticas colonizaram o intestino, pois foi possí­­vel recuperá-las. Pode-se afirmar que esses peixes se mantiveram sadios, pois os parí­¢metros hematológicos não sofreram alterações durante o perí­­odo experimental. O estudo revela que qualquer forma de inclusão de probiótico nas rações testadas (antes ou depois da peletização e após a extrusão) pode ser utilizada facilmente pelo piscicultor.

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Publicado

2018-11-11

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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