Extração e cadeia produtiva do caranguejo-uçá no norte do Rio de Janeiro

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Palavras-chave:

captura de crustáceos, comunidades tradicionais, técnicas de captura, produtividade, manguezal do Rio Paraí­­ba do Sul

Resumo

O presente estudo descreve os métodos de extração e a cadeia produtiva do caranguejo-uçá (Ucides cordatus Linnaeus, 1763) nas comunidades de Atafona e Gargaú, que extraem o recurso do manguezal do estuário do rio Paraí­­ba do Sul, norte do Rio de Janeiro. Os dados foram obtidos entre março e outubro/2012 a partir de 66 entrevistas com catadores locais. A extração é realizada principalmente por mulheres de baixo ní­­vel de escolaridade, através dos métodos de "braceamento" "redinha†e "mãoâ€Â. Em geral, são extraí­­dos diariamente entre 100 e 200 caranguejos-uçá/catador, com preferência por machos com largura de carapaça superior a 6,0 cm. A captura por unidade de esforço (CPUE) de cada catador em Atafona e Gargaú foi de 21,9 e 12,5 caranguejos-uçá hora-1, respectivamente. Em Atafona, a estrutura da cadeia produtiva é simples: catador (produtor) í  consumidor final. Em Gargaú há maior número de catadores e a cadeia produtiva é formada por: catador (produtor) í  primeiro comprador (intermediário) í  segundo comprador (estabelecimento comercial) í  consumidor final. A renda mensal variou entre as estações do ano, com maiores valores no verão. Em Atafona, a renda estimada variou de R$ 680,00 a R$ 2.720,00, e em Gargaú de R$ 400,00 a R$ 1.600,00. Planos de comanejo, com a participação dos catadores e a criação de cooperativas para armazenamento e comércio da produção, são medidas que podem melhorar a qualidade de vida dessas comunidades e garantir a sustentabilidade da atividade.

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Publicado

2018-11-17

Edição

Seção

Artigo cientí­fico

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